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Depois
de
algumas
Quilmes
com meu
irmão e
um amigo
de longa
data em
um Pub
aqui
perto de
casa, e
o
assunto
montanha
ter
cessado,
entramos
em
complexos
temas
que só
se
discute
nestes
momentos,
ou seja,
falar
abertamente
sobre
teorias
do mundo
antigo
sem ser
chamado
de doido
por
familiares
e
amigos.
Falamos
do suíço
Erich
Von
Däniken
e seu
best-seller
“Eram os
Deuses
Astronautas?”.
Passamos
por
Isaac
Asimov
(Eu
Robô),
Atila
Barros
(eu) e o
livro
Badhezir,
este
sobre a
Pedra da
Gávea,
Andy
Wachowski
(Matrix),
Charles
Berlitz,
(autor
de
livros
como “O
Triângulo
das
Bermudas”),
Reinhold
Messner
e o Pé
Grande,
e
paramos
no
médico
peruano
Dr.
Javier
Cabrera
Darquea,
descobridor
das
Pedras
de Ica.
Juntando
tudo
isso o
resultado
final
seria o
fim do
mundo
como o
conhecemos,
não pelo
aquecimento
global
ou uma
guerra
entre
Espanha
e
Holanda,
estamos
falando
do fim
do mundo
pelo
calendário
Maia, os
Códices
desta
civilização.
Meu
irmão
Marco
Barros,
que
acabara
de
desenterrar
o livro
de
Charles
Berlitz
em meio
a alguns
outros
livros
que
deixei
na casa
de nossa
mãe, é
tão
aficionado
por
enigmas
da
humanidade
quanto
eu sou
por
arqueologia
da
America
Latina.
Chegar a
um
consenso
sobre o
fim do
mundo
com
tantos
nomes e
livros é
como
escalar
uma via
muito
difícil,
olhar
para
baixo e
descobrir
que o
cara que
está te
dando
segurança
deixou a
corda
frouxa
enquanto
fotografava
a
paisagem.
Você
sabe que
não pode
cair.
Voltando
ao fim
do
mundo,
que
seria em
21 de
dezembro
de 2012,
só para
estragar
os
planos
de fim
de ano
do
pessoal
que foge
do
Brasil
para
Patagônia
em
meados
de
dezembro
para
escalar
(o fim
do mundo
não
poderia
ser em
março ou
abril?),
vou
tentar
não cair
e
desmentir
esta
data
cabalística.
Como
diria
nosso
velho
amigo
Harrison
Ford em
seu
melhor
desempenho
como
Indiana
Jones,
se quer
aprender
algo,
saia da
biblioteca.
Resumindo,
a
verdade
esta lá
fora
(frase
do bom
agente
Fox
Mulder,
do
Arquivo-X).
Seguindo
esta
linha de
raciocínio
do Dr.
Jones,
vamos
desfazer
o mito.
Em
nenhum
dos 15
mil
textos
existentes
dos
antigos
Maias,
cultura
mesoamericana
pré-colombiana,
estão
escrito
que em
2012
haverá
grandes
cataclismos.
Essa
crença
foi
originada
em
escritos
esotéricos
da
década
de 1970,
daqueles
mesmos
autores
que
citei no
inicio
do
texto.
Para
entender
melhor
do que
estamos
falando,
o
sistema
de
escrita
Maia que
deu
origem a
toda
essa
confusão
(geralmente
chamada
hieroglífica
por uma
vaga
semelhança
com a
escrita
do
antigo
Egito,
com o
qual não
se
relaciona)
era uma
combinação
de
símbolos
fonéticos
e
ideogramas.
É o
único
sistema
de
escrita
do novo
mundo
pré-colombiano
que
podia
representar
completamente
o idioma
falado
no mesmo
grau de
eficiência
que o
idioma
escrito
no velho
mundo.
As
decifrações
da
escrita
Maia têm
sido um
longo e
trabalhoso
processo.
Algumas
partes
foram
decifradas
no final
do
século
XIX e
início
do
século
XX (em
sua
maioria,
partes
relacionadas
com
números,
calendário
e
astronomia),
mas os
maiores
avanços
se
fizeram
nas
décadas
de 1960
e 1970
(quando
se deu
as
especulações
sobre o
assunto
2012) e
aceleraram
daí em
diante
de
maneira
que,
atualmente,
a
maioria
dos
textos
maias
pode ser
lida
quase
completamente
em seus
idiomas
originais.
Lamentavelmente,
os
sacerdotes
espanhóis,
em sua
luta
pela
conversão
religiosa,
ordenaram
a queima
de todos
os
códices
Maias
logo
após a
conquista.
Assim, a
maioria
das
inscrições
que
sobreviveram
são as
que
foram
gravadas
em pedra
e isto
porque a
grande
maioria
estava
situada
em
cidades
já
abandonadas
quando
os
espanhóis
chegaram.
Para
minha
sorte,
esta
semana o
diretor
do
Acervo
Hieróglifo
e
Iconográfico
Maya
(Ajimaya)
do
Instituto
Nacional
de
Antropologia
e
História
(INAH),
Carlos
Pallán,
confirmou
minha
teoria e
disse
que só
em dois
deles
(códices)
há "duas
inscrições"
que
falam em
2012,
mas "só
como o
final do
período".
Atualmente
restam
apenas
três
destes
livros e
algumas
outras
páginas
de um
quarto,
entre
todas as
grandes
bibliotecas
então
existentes.
Perante
este
fechamento
do
ciclo,
os
profetas
modernos
afirmam
que um
buraco
negro no
centro
da
galáxia,
quando
se
alinhar
com o
Sol,
romperá
o
equilíbrio.
Com
isso,
será
modificado
o eixo
magnético
da Terra
e as
consequências
serão
nefastas.
O
cientista
destacou
em
comunicado
que
estas
versões
apocalípticas
foram
geradas
em
publicações
esotéricas
nos anos
1970, as
quais
assinalavam
o fim da
civilização
humana
para
2012,
data que
coincide
com o
décimo
terceiro
ciclo no
calendário
Maia, no
dia 21
de
dezembro.
Pallán
explicou
que
"para os
antigos
Maias, o
tempo
não era
algo
abstrato,
era
formado
por
ciclos e
estes às
vezes
eram tão
concretos
que
tinham
nome e
podiam
ser
personificados
mediante
retratos
de seres
corajosos.
Por
exemplo,
o ciclo
de 400
anos
estava
representado
como uma
ave
mitológica".
“Os
Maias
jamais
mencionam
que o
mundo
iria
acabar.
Jamais
pensaram
que o
tempo
terminaria
em nossa
época, o
que nos
reflete
à
consciência
que
alcançaram
sobre o
tempo, a
partir
do
desenvolvimento
matemático
e da
escritura",
destacou.
Acrescentou
ainda
que os
Maias se
preocupavam
em
efetuar
rituais
que de
algum
modo
garantissem
que o
ciclo
por vir
seria
propício,
e, no
caso
particular
de 2012,
é notada
uma
insistência
em que
“ainda
em data
tão
distante
vai ser
comemorado
um
determinado
ciclo.
Este foi
o miolo
da
confusão".
O
arqueólogo
disse
que, no
entanto,
de
acordo
com os
cálculos
científicos
atuais,
a data
astronômica
precisa
do fim
de seu
ciclo
seria
23, e
não 21
de
dezembro,
o que
não muda
muito,
já que
não
teríamos
Natal
neste
ano.
Pensando
melhor,
também
não
teríamos
o
especial
de fim
de ano
com
Roberto
Carlos e
as
festas
de
encerramento
de
algumas
emissoras
na
virada
de 2012
para
2013.
Ficaríamos
livres
disto.
Benefícios
á parte,
Pallán
também
esclareceu
que os
Maias
legitimavam
seu
poder
mediante
os
calendários
e
vinculavam
os
governantes
com
esses
ciclos e
com
deuses
citados
em
relatos
ancestrais
ou em
mitos.
Ou seja,
sacrifícios
e mais
sacrifícios
em nome
desta
data, já
que os
Maias
sacrificavam
humanos
e
animais
como
forma de
renovar
ou
estabelecer
relações
com o
mundo
dos
deuses.
Normalmente,
eram
sacrificados
pequenos
animais,
como
perus e
codornas,
mas nas
ocasiões
muito
excepcionais
(tais
como
adesão
ao
trono,
falecimento
do
monarca,
enterro
de algum
membro
da
família
real ou
períodos
de seca)
aconteciam
sacrifícios
de
humanos.
Nessas
ocasiões
as
crianças
entravam
pelo
cano, ou
melhor,
na faca.
Estas
eram
muitas
vezes
oferecidas
como
vítimas
sacrificais,
pois
acreditavam
que
essas
eram
mais
puras.
Mesma
modalidade
praticada
por
Incas
e
Astecas
e outros
ritos
doentios
que
ainda
perduram
em nosso
século.
Agora
que a
explicação
do mito
2012 foi
dada,
restou
só um
filme
muito
fraquinho
nas
locadoras
sobre
este dia
fatídico.
Devemos
lembrar
que o
mundo já
acabou
por
profecias
inúmeras
outras
vezes e
ainda
estamos
aqui. Se
forem os
deuses
astronautas
e os
Incas,
Maias e
Astecas
descendentes
destes
alienígenas,
eu não
tenho
como
afirmar,
mas 2012
ficará
só nos
sites
apocalípticos
que
estão
hoje na
internet.
Esperamos
que sim,
assim
posso
marcar
minhas
férias
de
dezembro
em paz.
Força
sempre.
Atila
Barros
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