Informativo semanal.
Esporte, Notícia e Meio Ambiente.

Diário de Montanha

Autor.

Quem é Atila Barros?

.com

Alta Monatanha.com
Montanhismo e Escalada!

"Escale"

Fique por dentro dos campeonatos e eventos!

UBT!

Ubatuboulder!
Inovando como sempre!

Nova editora Especializada em títulos de montanha!

Novo site do CEM!
100% Minas Gerais!

Escaladas de
Minas!

A maior coleção de croquis de escalada já reunidas.

Montanhas Incas!

Projeto Pachamama. Caminhos Incas.

Gente de Montanha!

Rocha e  gelo. Maximo Kausch e Pedro Hauck
Apoiando



 



     

Informativo On-line
Montanha.bio.br - Montanhismo e Meio Ambiente                            

 Ciência

Loja

Dolar_etc

Calango Channel

  Destaques
Destaques

Montanhismo     

Trekking          Boulder           Croquis           Dicas             Parceiros       
Destaques _bio.agenda - [2008]

Newsletter

Receba os Informativos por e-mail!

Linha de Nazca - Baleia. 07/08/2008
Eram os Deuses Astronautas?
Linhas de Nazca!
Atila Barros

Galeria de Fotos: Expedição Andes
Bolívia - Peru

Depois de uma longa jornada pelas montanhas do Peru e Bolívia, chegou a hora de matar a curiosidade histórica que vem de longa data. Quando menino tive a talvez felicidade de ler "Chariots of the Gods", Eram os Deuses Astronautas? Livro escrito em 1968 pelo suíço Erich Von Däniken, onde o autor especula a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para cá teriam se deslocado. Von Däniken apresentou como provas as confusas coincidências entre as colossais pirâmides egípcias e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outras maravilhas do planeta. Ele também cria uma certa teoria de cruzamentos entre os extraterrestres e espécies primatas, gerando a espécie humana. Dizia o autor também que esses extraterrestres eram considerados divindades pelos antigos povos: daí vem a explicação do título do livro.
Por seu incrível poder de persuasão, unido à época lançada - um ano antes do homem ir à Lua -, Von Däniken conseguiu vender milhares de livros e convencer muitos leitores. As teorias defendidas neste e em outros livros de Däniken ainda são tema de discussão, leiga ou acadêmica, contrária ou favorável. Alguns autores exploram o tema da teoria dos astronautas antigos. Sendo assim se deu o inicio a minha peregrinação por tais historias. Depois de ter indo a Ilha de Páscoa, Macchu Picchu, Tiahuanaco e outros sítios arqueológicos da America do Sul, chegou a hora de ir a Nazca. Acompanhada de nossa Fotografa Geni Lobado, tive a oportunidade de fazer o sobrevôo no deserto e ter a chance de registrar as linhas e geóglifos.
 

As linhas de Nazca e das Pampas de Jumana são geóglifos de enormes dimensões localizados no deserto de Nazca, no altiplano do Peru. Criados pelo povo de Nazca entre os séculos III a.C e VIII, estes geóglifos representam centenas de figuras, incluindo imagens estilizadas de animais como macacos, beija-flores ou lagartos, traçados no solo plano do deserto, em linhas se constituem em extensas esteiras de pedras não muito grandes catadas dos arredores.

As linhas começaram a ser estudados por Paul Kosok que posteriormente passou as pesquisas à sua amiga Maria Reiche que, então, descobriu novas figuras que eram semelhantes a figuras de vasos e tecidos, e também tentou explicar o motivo da criação das figuras não chegando a uma conclusão objetiva (Geoglifo é uma figura feita em morros ou regiões planas, de maneira que é melhor visualizada do alto, como por exemplo visto de um avião, helicóptero ou balão. Algumas podem ser vistas do solo e outras não).

A explicação da existência dessas linhas então varia desde criação por seres extraterrestres, de calendários, pura demonstração de arte e sabedoria (de um povo que tinha até complexos sistemas de aquedutos e técnicas agrícolas) ou então culto aos Deuses.

O curioso é que, de tão extensas que são as figuras, elas não são perceptíveis do solo, mas apenas por vistas aéreas, dando margens a cogitação das razões pelas quais foram feitas e dos efeitos que puderam causar, já que aquela civilização não possuía aeroplanos. Contudo, os índios Nazca poderiam saber produzir balões pois há um vaso, agora no museu de Lima, com uma gravura de um balão, e em 1975, um grupo da International Explorers Society conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho impresso no vaso guardado no museu e usando tecnologias encontradas na época e local da sociedade indígena. (Especulação)
 
O Astronauta, figura feita na encosta de um morro.

Estudos recentes revelam que linhas de Nazca faziam parte de culto à água diz o Deutsches Archãologisches Institut. A principal descoberta é que os desenhos faziam parte do culto à água e à fertilidade. Nem campos de pouso para espaçonaves, nem calendários agrícolas: as gigantescas figuras terrestres no sul do Peru faziam parte de um culto religioso, concluiu um projeto do qual participaram oito instituições alemãs.

Um estudo revelou que as linhas de Nazca, na região de Palpa, sul do Peru, faziam parte dos cultos à água e à fertilidade realizados pelas civilizações que viveram na região. As linhas de Nazca são Geóglifos, vistas do alto formam desenhos geométricos e de animais. A descoberta é um dos resultados do trabalho do Projeto Arqueológico Nazca-Palpa, uma associação de dez instituições, sendo oito alemãs, que uniram a experiência da arqueologia peruana com tecnologias européias desenvolvidas especialmente para o estudo. Os arqueólogos constataram, por exemplo, que as figuras de enormes trapézios apontam para as nascentes dos três rios que cortam o local e outras figuras se voltam para o ponto onde as águas desses rios se encontram.

Processo de desertificação

Durante as escavações, os cientistas também descobriram altares construídos para as cerimônias de culto à água e à fertilidade, assim como conchas spondylus, um dos símbolos desse culto desde o aparecimento das primeiras populações na área andina. Além disso, o estudo revelou um processo de desertificação na região iniciado por volta do ano 3.000 a.C. e que se acentuou no período em que a comunidade Nazca vivia na região, entre 200 a.C. e 600 d.C., tendo culminado numa grande seca no final desse período. Paralelamente à diminuição da água disponível, intensificou-se a produção de geóglifos, que só foi interrompida com o fim da cultura de Nazca.

"Todo a contexto em torno dos geóglifos permite deduzir, portanto, que eles faziam parte do culto à água e à fertilidade. Essa é a explicação mais provável desse fenômeno singular", explicou o coordenador do projeto, Markus Reindel, à DW-WORLD.

Durante a pesquisa, descobriu-se também a existência de mudanças climáticas similares às ocorridas em outros continentes e que se desenvolveram paralelamente ao processo de sedentarização dos povos e ao aparecimento de sociedades mais avançadas.
 
Linhas de Nazca - A Aranha.

"Por isso, supomos que as mudanças climáticas tiveram uma importante influência sobre o desenvolvimento das sociedades humanas", indicou o coordenador da pesquisa. Essa parte do estudo se transformou em um outro projeto, que ainda está em fase inicial.

Avanço tecnológico

Durante as escavações, foram descobertos vestígios de 450 núcleos de povoamento. Os resultados do Projeto Nazca-Palpa, financiado principalmente pelo governo alemão, foram apresentados durante o Congresso "A Cultura Nazca no Peru", realizado nos dias 14 e 15 de junho de 2007 em Bonn, na Alemanha.

Durante a pesquisa, os arqueólogos documentaram a existência, numa área de 300 quilômetros quadrados, de 450 núcleos de povoamento, incluindo comunidades dos povos de Paracas, uma civilização que viveu na região entre 800 e 200 a.C. e antecedeu à de Nazca. Os pesquisadores elaboraram também uma cronologia quase completa do desenvolvimento das duas civilizações, com uma tolerância de exatidão de pouco anos.

Além disso, dezenas de tecnologias foram desenvolvidas para a realização desse projeto. Os cientistas criaram desde um novo procedimento de datação para superfícies de pedra e novas técnicas para medições geoelétricas tridimensionais até métodos paleogenéticos para determinar de que se alimentavam esses povos.
 
Linha de Nazca - O Colibri.

Apesar dos avanços, Reindel admite que os cinco anos de estudos foram insuficientes para o desenvolvimento de uma tecnologia que definisse com precisão quando foram realizadas as primeiras figuras. Atualmente, a única informação é que isso ocorreu em algum momento entre 1.800 e 200 a.C.

Oitenta anos de mistério

Antes do Projeto Arqueológico Nazca-Palpa, haviam sido formuladas as mais diferentes explicações para a existência das linhas de Nazca: desde que eram calendários agrícolas até campos de pouso para naves de extraterrestres.

A região é estudada há cerca de 80 anos. Entretanto, esta é a primeira vez que os dados não são analisados isoladamente. A idéia do projeto, que ainda está em desenvolvimento, é a realização de uma documentação mais ampla e detalhada possível associada ao estudo dos núcleos de povoamento responsáveis pela elaboração dos desenhos.

Para apresentar os resultados da pesquisa, foi criado em Palpa, cidade peruana localizada a 40 quilômetros do local das escavações, um museu que funciona desde 2004. (pk/vn)
 

Nazca é uma província do Peru localizada na região de Ica. Sua capital é a cidade de Nazca. Partindo de Lima não é difícil de chegar. Alem de Nazca existem outros sítios arqueológicos para visitar como ruínas e cemitérios dos Nazcas, onde as múmias estão espalhas por vários lugares quase que a céu aberto. O trabalho de reconstituição ainda é lento, e o numero de saques aos túmulos em busca de cerâmica ainda é alto. É possível ver lã espalhada pelos sítios misturadas com cacos de cerâmica e areia, estes estariam envolvendo os corpos nos túmulos, em busca de artefatos, os saqueadores não se importam com os esqueletos e os mantos que os envolve. Já a alguns anos a situação vem tentando ser controlada, mais o grande tamanho de Necrópoles impede o total policiamento. E antes que perguntem, os crânios da foto são reais, estão brancos assim pela exposição ao Sol do deserto.

Quem busca uma boa dose de aventura e quer tentar brincar de Indiana Jones pelo deserto peruano, Nazca é uma ótima opção.

Força sempre!
Atila Barros
 

 X  X X X
Matérias passadas Área de Download - Newsletter - Receba os Informativos por e-mail!
 
................................................................................................................................................


- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.
Info.bio.br
Departamento de Computação Montanha - RJ - Web Design:Atila Barros & Leandro Mendonça - Montanha.bio.br
Dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito deste Site, envie um e-mail para: quatirj@hotmail.com