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07/08/2008
Eram os Deuses Astronautas?
Linhas de Nazca!
Atila Barros
Galeria de Fotos:
Expedição Andes
Bolívia - Peru |
Depois de uma longa
jornada pelas montanhas do Peru e Bolívia, chegou a
hora de matar a curiosidade histórica que vem de
longa data. Quando menino tive a talvez felicidade
de ler "Chariots of the Gods", Eram os Deuses
Astronautas? Livro escrito em 1968 pelo suíço Erich
Von Däniken, onde o autor especula a possibilidade
das antigas civilizações terrestres serem resultados
de alienígenas que para cá teriam se deslocado. Von
Däniken apresentou como provas as confusas
coincidências entre as colossais pirâmides egípcias
e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os
misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outras
maravilhas do planeta. Ele também cria uma certa
teoria de cruzamentos entre os extraterrestres e
espécies primatas, gerando a espécie humana. Dizia o
autor também que esses extraterrestres eram
considerados divindades pelos antigos povos: daí vem
a explicação do título do livro.
Por seu incrível poder de persuasão, unido à época
lançada - um ano antes do homem ir à Lua -, Von
Däniken conseguiu vender milhares de livros e
convencer muitos leitores. As teorias defendidas
neste e em outros livros de Däniken ainda são tema
de discussão, leiga ou acadêmica, contrária ou
favorável. Alguns autores exploram o tema da teoria
dos astronautas antigos. Sendo assim se deu o inicio
a minha peregrinação por tais historias. Depois de
ter indo a Ilha de Páscoa, Macchu Picchu, Tiahuanaco
e outros sítios arqueológicos da America do Sul,
chegou a hora de ir a Nazca. Acompanhada de nossa
Fotografa Geni Lobado, tive a oportunidade de fazer
o sobrevôo no deserto e ter a chance de registrar as
linhas e geóglifos.
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As linhas de
Nazca e das Pampas de Jumana são geóglifos
de enormes dimensões localizados no deserto
de Nazca, no altiplano do Peru. Criados pelo
povo de Nazca entre os séculos III a.C e
VIII, estes geóglifos representam centenas
de figuras, incluindo imagens estilizadas de
animais como macacos, beija-flores ou
lagartos, traçados no solo plano do deserto,
em linhas se constituem em extensas esteiras
de pedras não muito grandes catadas dos
arredores. |
As linhas começaram a
ser estudados por Paul Kosok que posteriormente
passou as pesquisas à sua amiga Maria Reiche que,
então, descobriu novas figuras que eram semelhantes
a figuras de vasos e tecidos, e também tentou
explicar o motivo da criação das figuras não
chegando a uma conclusão objetiva (Geoglifo é uma
figura feita em morros ou regiões planas, de maneira
que é melhor visualizada do alto, como por exemplo
visto de um avião, helicóptero ou balão. Algumas
podem ser vistas do solo e outras não).
A explicação da existência dessas linhas então varia
desde criação por seres extraterrestres, de
calendários, pura demonstração de arte e sabedoria
(de um povo que tinha até complexos sistemas de
aquedutos e técnicas agrícolas) ou então culto aos
Deuses.
O curioso é que, de tão extensas que são as figuras,
elas não são perceptíveis do solo, mas apenas por
vistas aéreas, dando margens a cogitação das razões
pelas quais foram feitas e dos efeitos que puderam
causar, já que aquela civilização não possuía
aeroplanos. Contudo, os índios Nazca poderiam saber
produzir balões pois há um vaso, agora no museu de
Lima, com uma gravura de um balão, e em 1975, um
grupo da International Explorers Society conseguiu
construir o Condor I, baseado no desenho impresso no
vaso guardado no museu e usando tecnologias
encontradas na época e local da sociedade indígena.
(Especulação)
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Estudos recentes
revelam que linhas de Nazca faziam parte de
culto à água diz o Deutsches Archãologisches
Institut. A principal descoberta é que os
desenhos faziam parte do culto à água e à
fertilidade. Nem campos de pouso para
espaçonaves, nem calendários agrícolas: as
gigantescas figuras terrestres no sul do
Peru faziam parte de um culto religioso,
concluiu um projeto do qual participaram
oito instituições alemãs. |
Um estudo revelou que as
linhas de Nazca, na região de Palpa, sul do Peru,
faziam parte dos cultos à água e à fertilidade
realizados pelas civilizações que viveram na região.
As linhas de Nazca são Geóglifos, vistas do alto
formam desenhos geométricos e de animais. A
descoberta é um dos resultados do trabalho do
Projeto Arqueológico Nazca-Palpa, uma associação de
dez instituições, sendo oito alemãs, que uniram a
experiência da arqueologia peruana com tecnologias
européias desenvolvidas especialmente para o estudo.
Os arqueólogos constataram, por exemplo, que as
figuras de enormes trapézios apontam para as
nascentes dos três rios que cortam o local e outras
figuras se voltam para o ponto onde as águas desses
rios se encontram.
Processo de desertificação
Durante as escavações, os cientistas também
descobriram altares construídos para as cerimônias
de culto à água e à fertilidade, assim como conchas
spondylus, um dos símbolos desse culto desde o
aparecimento das primeiras populações na área
andina. Além disso, o estudo revelou um processo de
desertificação na região iniciado por volta do ano
3.000 a.C. e que se acentuou no período em que a
comunidade Nazca vivia na região, entre 200 a.C. e
600 d.C., tendo culminado numa grande seca no final
desse período. Paralelamente à diminuição da água
disponível, intensificou-se a produção de geóglifos,
que só foi interrompida com o fim da cultura de
Nazca.
"Todo a contexto em torno dos geóglifos permite
deduzir, portanto, que eles faziam parte do culto à
água e à fertilidade. Essa é a explicação mais
provável desse fenômeno singular", explicou o
coordenador do projeto, Markus Reindel, à DW-WORLD.
Durante a pesquisa, descobriu-se também a existência
de mudanças climáticas similares às ocorridas em
outros continentes e que se desenvolveram
paralelamente ao processo de sedentarização dos
povos e ao aparecimento de sociedades mais
avançadas.
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"Por isso,
supomos que as mudanças climáticas tiveram
uma importante influência sobre o
desenvolvimento das sociedades humanas",
indicou o coordenador da pesquisa. Essa
parte do estudo se transformou em um outro
projeto, que ainda está em fase inicial. |
Avanço tecnológico
Durante as escavações, foram descobertos vestígios
de 450 núcleos de povoamento. Os resultados do
Projeto Nazca-Palpa, financiado principalmente pelo
governo alemão, foram apresentados durante o
Congresso "A Cultura Nazca no Peru", realizado nos
dias 14 e 15 de junho de 2007 em Bonn, na Alemanha.
Durante a pesquisa, os arqueólogos documentaram a
existência, numa área de 300 quilômetros quadrados,
de 450 núcleos de povoamento, incluindo comunidades
dos povos de Paracas, uma civilização que viveu na
região entre 800 e 200 a.C. e antecedeu à de Nazca.
Os pesquisadores elaboraram também uma cronologia
quase completa do desenvolvimento das duas
civilizações, com uma tolerância de exatidão de
pouco anos.
Além disso, dezenas de tecnologias foram
desenvolvidas para a realização desse projeto. Os
cientistas criaram desde um novo procedimento de
datação para superfícies de pedra e novas técnicas
para medições geoelétricas tridimensionais até
métodos paleogenéticos para determinar de que se
alimentavam esses povos.
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Apesar dos
avanços, Reindel admite que os cinco anos de
estudos foram insuficientes para o
desenvolvimento de uma tecnologia que
definisse com precisão quando foram
realizadas as primeiras figuras. Atualmente,
a única informação é que isso ocorreu em
algum momento entre 1.800 e 200 a.C. |
Oitenta anos de mistério
Antes do Projeto Arqueológico Nazca-Palpa, haviam
sido formuladas as mais diferentes explicações para
a existência das linhas de Nazca: desde que eram
calendários agrícolas até campos de pouso para naves
de extraterrestres.
A região é estudada há cerca de 80 anos. Entretanto,
esta é a primeira vez que os dados não são
analisados isoladamente. A idéia do projeto, que
ainda está em desenvolvimento, é a realização de uma
documentação mais ampla e detalhada possível
associada ao estudo dos núcleos de povoamento
responsáveis pela elaboração dos desenhos.
Para apresentar os resultados da pesquisa, foi
criado em Palpa, cidade peruana localizada a 40
quilômetros do local das escavações, um museu que
funciona desde 2004. (pk/vn)
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Nazca é uma
província do Peru localizada na região de
Ica. Sua capital é a cidade de Nazca.
Partindo de Lima não é difícil de chegar.
Alem de Nazca existem outros sítios
arqueológicos para visitar como ruínas e
cemitérios dos Nazcas, onde as múmias estão
espalhas por vários lugares quase que a céu
aberto. O trabalho de reconstituição ainda é
lento, e o numero de saques aos túmulos em
busca de cerâmica ainda é alto. É possível
ver lã espalhada pelos sítios misturadas com
cacos de cerâmica e areia, estes estariam
envolvendo os corpos nos túmulos, em busca
de artefatos, os saqueadores não se importam
com os esqueletos e os mantos que os
envolve. Já a alguns anos a situação vem
tentando ser controlada, mais o grande
tamanho de Necrópoles impede o total
policiamento. E antes que perguntem, os
crânios da foto são reais, estão brancos
assim pela exposição ao Sol do deserto. |
Quem busca uma boa dose
de aventura e quer tentar brincar de Indiana Jones
pelo deserto peruano, Nazca é uma ótima opção.
Força sempre!
Atila Barros
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