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Tiwanaku. |
A cidade de Tiahuanaco,
Bolívia, hoje um sítio arqueológico, além de muitos
mistérios em torno de seus monumentos possui um
panorama de outro planeta. A região é árida e
qualquer esforço físico é uma tortura para quem não
é dali, pois está a mais de 4.000 metros de
altitude.
Uma das engenhosidades da região se estende por uma
área de 4.000 metros quadrados. São elevações
artificiais (pilares) cujo topo, absolutamente
planos, sugerem que ali existam edifícios
soterrados.
Seus exímios arquitetos viveram entre os anos 1580
a.C. e 1200. De acordo com arqueólogos bolivianos, o
que hoje é visto no sítio arqueológico de Tiahuanaco
não representa nem 5% do que era essa cidade no
passado. São capítulos desconhecidos da história,
mas que ainda podem ser testemunhados ao caminhar,
sem pressa, pelas margens do Lago Titicaca.
Tiwanaku (grafias em desuso Tiahuanaco, Tiahuanacu)
é um importante sítio arqueológico pré-colombiano
situado na Bolívia.
Os Tiwanaku formaram uma importante civilização que
floresceu nas proximidades do lago Titicaca, sendo
por muitos historiadores considerada como precursora
dos incas.
Existem teorias de que o nome tiwanaku teria
derivado do termo aimará taypikala que significa
pedra no centro, referindo-se à rocha que se situa
no meio do lago. Entretanto há de se considerar que
os habitantes de Tiwanaku não tinham nenhum idioma
escrito.
A cultura de Tiwanaku iniciou-se com uma pequena
aldeia aproximadamente no ano 1500 a.C., crescendo e
constituindo-se considerável centro urbano entre os
anos 300 e 500, daí espargindo sua influência e se
tornando um poder regional no sul dos Andes até o
ano de 900, quando iniciou sua decadência. Há
evidências de que a cidade foi abandonada. Daí em
diante desapareceu o estilo artístico que a
caracterizava. No ano 1200 a cidade foi abandona
devido a secas e escazes de comida, seu império
teria desmoronado e seus habitantes teriam
abandonado...
As ruínas desta cidade e os sítios arqueológicos
mais importantes estão na costa oriental do lago, no
lado boliviano, a aproximadamente 72 quilômetros a
oeste da capital La Paz.
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A cidade cobriu uma extensão máxima de seis quilômetros quadrados e teve no apogeu estimados quarenta mil habitantes. Seu estilo de cerâmica sem igual é encontrado numa vasta área que cobre a moderna Bolívia, Peru, o norte do Chile e a Argentina. No entanto, é difícil dizer se a presença desta cerâmica atesta o poder político desta civilização sobre esta área ou somente atesta sua influência cultural ou talvez apenas meramente comercial. |
Tratava-se de uma cultura
precursora das grandes construções monumentais da
América do Sul que, embora e admiravelmente se
utilizasse de grandes de pedras pesando até cem
toneladas, as cortavam e requadravam e depois as
entalhavam e esculpiam (ou revestiam) para
encaixá-las umas às outras com uma precisão e
engenhosidade raramente encontradas mesmo na
construção monumental inca posterior.
Hoje, após alguns estudos, pensa-se que Tiwanaku
poderia ter sido habitada entre 17.000 a.C. a 12.000
a.C.. O principal indício desta tese são as
informações astronômicas gravadas da Porta do Sol e
o fato de que no local existia um porto para
embarcações. Através de mais estudos, alguns
estudiosos chegaram a conclusão de que Tiwanaku
seria a Atlântida narrada por Platão.
A Porta do Sol - É evidente a originalidade do
estilo da arte Tiwanaku, mas é perceptível alguma
correlação com o estilo da cultura Huari, certo que
ambas as culturas definem o período médio do
horizonte das culturas pré-incaicas, parecendo que
ambas foram precedidas pela cultura Paracas que
floresceu na bacia norte do lago Titicaca. Alguns
estudiosos afirmam ter encontrado laços com a
influência cultural e artística da cultura Chimu.
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O sítio arqueológico de Tiwanaku encontra-se num estado lastimável de conservação, já tendo sofrido ao saque de escavadores amadores à cata de preciosidades desde a queda da cidade. Esta destruição continuou no século XIX e início do século XX com ações como a redução das pedras monumentais em britas para a construção de ferrovia e o seu uso como alvo de tiro em exercício militar. |
Hoje o sítio de Tiwanaku é
considerado como patrimônio da humanidade pela
UNESCO, administrado pelo governo boliviano.
Em um dos museus de Tiwanaku, possuem crânios
preservados do povo antigo de Tiwanaku, um fato
intrigante, é que na civilização Tiwanaku, as
crianças que possuíam, inteligência e habilidades
superiores as normais, eram escolhidas para serem
sacerdotes e sábios, onde desde pequenas recebiam
preparação especial, uma delas constituía em uma
técnica que se utilizava panos e madeira, que presos
à cabeça dessas crianças desde muito pequenas,
possibilitavam o aumento do crânio dessas crianças,
e eles acreditavam que com isso se tornariam mais
inteligentes, com aumento no número de neurônios.
A civilização Tiwanaku, assim como suas sucessoras,
possuíam boa técnica de mumificação de corpos, e
possuem múmias, tão antigas, e até mais antigas que
as egípcias. O que também ajuda para a conservação
dessas múmias, é o clima frio e seco.
Foi encontrado um conjunto cerimonial, onde se
plantavam cabeças humanas e de animais, o qual era
um símbolo de renascimento e que, acreditavam,
traria fertilidade ao solo. Foram encontrados
trechos de estrada de 3m de largura. Ofereciam
lhamas e alpacas aos deuses (encontrados num templo
descoberto em Agosto de 2000), e segundo novas
descobertas Tiawanaku teria quase 600km².
Ver diario de Bordo.
Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros























