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02/07/2008 A Cordilheira dos Andes! Atila Barros |
Para entender um pouco mais sobre nosso próximo destino, o mínimo de conhecimento geológico e geográfico vem sempre a agregar na hora de escolher a próxima empreitada. Como a Cordilheira dos Andes este ano esta em evidencia pora muitos escaladores brazucas que visam alta montanha, entender sobre o novo território faz parte do arrumar das mochilas.
A Cordilheira dos Andes (Quechua: Anti(s)) é uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica da mesma datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente 8.000 quilômetros de extensão e é a maior cadeia de montanhas do mundo (em extensão), e em seus trechos mais largos chega a 160 quilômetros do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4 mil metros e seu ponto culminante é o pico do Aconcágua com 6962 metros.
A Cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando toda a América do Sul, caracterizando a paisagem do Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela.
Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase tocar o Mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano. O Altiplano é compartilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.
A Cordilheira dos Andes se formou quando a Placa de Nazca — estrutura tectônica proveniente do fundo do Oceano Pacífico — avança por debaixo do continente sul-americano até o sudeste do Brasil, onde chega a atingir profundidades de até 1400 quilômetros. "A Placa de Nazca, ao chocar-se com a Placa Sul-Americana, formou a Cordilheira dos Andes, cadeia montanhosa que se estende do Chile à Colômbia e ainda está em processo de formação, causando constantes terremotos na região de até 650 quilômetros de profundidade, o que permite seu fácil mapeamento, entretanto, ao continuar seu avanço sob o continente, a placa vai se aprofundando ‘silenciosamente’ e não provoca mais sismos profundos, sendo detectada, a partir daí, através de tomografias sísmicas.
No entanto, segundo Carmala Garzione, professora auxiliar de geologia em Rochester, agora será necessário modificar a teoria e incluir nela um processo que diz que em vez de sofrer erosão lentamente, a raiz de uma montanha se desprende e cai no candente manto do interior do planeta.
Segundo a teoria, livre desse peso, a montanha se ergue, e no caso dos Andes, esse levantamento foi de cerca de quatro mil metros em menos de quatro milhões de anos. As novas técnicas aplicadas pelos cientistas consiste principalmente em determinar a alteração da composição química de uma cadeia montanhosa devido às precipitações pluviais e de neve.
Mediante a análise das conchas sedimentarias dos Andes, o grupo cientista pôde determinar quando e a que altura esses sedimentos foram depositados.
Esse registro das mudanças de altitude mostra que os Andes se elevaram de maneira progressiva durante dezenas de milhões de anos e depois, repentinamente, o maciço montanhoso sofreu um brusco salto geológico entre seis e dez milhões de anos atrás.
A teoria do nascimento abrupto dos Andes, a segunda cadeia montanhosa do mundo depois do Himalaya, é confirmada por Gregory Hoke em um relatório que foi publicado na revista "Earth and Planetary Science Letters".
Os Andes Setentrionais
Ao
Sul da Colômbia, na fronteira com o Equador, os
Andes constituem uma só cordilheira com picos
vulcânicos de até 5000 m de altitude, mas para o
norte se divide rapidamente em duas cordilheiras
chamadas respectivamente Ocidental e Central, e da
Central se desprende a Oriental.
A Cordilheira Central está separada da Ocidental,
uma distância média de 400 m, por uma falha
geológica ocupada pelo rio Patía ao sul e pelo rio
Cauca ao norte. A Cordilheira Oriental gradualmente
se separa para o leste criando a bacia do rio mais
importante da Colômbia, o rio Magdalena. Esta
cordilheira se estende para o norte e penetra o
território venezuelano de onde adquire o nome de
Cordilheira de Mérida, cuja continuações naturais
dão passo a formação Lara-Falcón e tem uma distante
relação com a Cordilheira Central e a Cordilheira
Oriental.
O braço ocidental, chamado Serranía del Perijá, se desprende desta para o norte formando a fronteira natural entre Colômbia e Venezuela, e gradualmente vai perdendo altitude, alcançando o Caribe em Punta Gallinas na península de La Guajira, no extremo norte da Colômbia. Em el Perijá se aproxima a Sierra Nevada de Santa Marta formando um vale rodeado pelo rio Cesar A Sierra Nevada de Santa Marta é a estrutura montanhosa mais alta da Colômbia: 5.775 m.
As três Cordilheiras possuem picos, principalmente, de formação vulcânica de mais de 4 km. A Cordilheira Central e a Oriental tem picos de mais de 5 km cobertos de neve permanentemente. Muitos destes vulcões são ativos e já causaram destruição e mortes no passado devido às explosões de gás e cinza, como também às avalanches de gelo e lodo. O ocidente do país está sujeito a uma maior atividade telúrica, o que demonstra a instabilidade de sua natureza geológica. Ao noroeste da Cordilheira Ocidental aparece um sistema montanhoso chamado Serranía del Baudó, que continua pelo Darién girando ao oeste para o Panamá.
Os Andes Centrais
Os Andes Centrais se estendem desde o Nudo de Pasco até o Macizo de las Tres Cruces. A disposição dos cabos montanhosos é de dois cabos separados por um Altiplano. A altura máxima nesta região é o Nevado Sajama (6.542 m) e o Pissis (6.882 m). Se originam dois rios, o Titicaca e o Poopo. Os planaltos interiores são os pampas bolivianos, com clima árido quente, e o bioma predominante é desértico. A população se concentra mais no Altiplano e nas costas.
O norte do Chile e da Argentina compartilham os picos mais altos dos Andes, seguidos pela Cordilheira Branca, localizada no Peru, a Cordilheira Real da Bolívia e os Andes Equatorianos.
Seu maior cume é o Aconcágua que, com 6.959 m sobre o nível do mar, é o ponto mais alto do continente americano. Se localiza na Argentina. No sul do Peru, próximo de Cuzco, encontra-se o Nudo de Vilcanota, que alcança seu ponto mais elevado no Monte Ausangate (6.380 m).
Nesta cordilheira está localizado o glaciar de Quelcaya, um dos dois únicos glaciares planos na zona tropical do planeta. Esta singularidade há permitido estudar em seus gelos as mudanças climáticas ocorridas no trópico desde a última era glacial.
Para
escaladores e aventureiros, os Andes são o paraíso
para quem procura montanhas com mais de cinco mil
metros e muita ralação para atingir seu cume. A
maioria delas esta dentro de grandes desertos ou nos
extremos do continente, tem suas bases de difícil
acesso para dar inicio de sua ascensão e não são
nada fáceis de subir. Nada que uma
boa logística e um pouco de paciência não resolva.
Para quem pretende se aventurar, segue a relação das
montanhas.
Picos mais altos dos Andes
|
Montanha |
Altura - MT |
Local |
|
Aconcágua |
6.959 |
Argentina |
|
Ojos del Salado |
6.891 |
Chile/ Argentina |
|
Monte Pissis |
6.793 |
Argentina |
|
Bonete Chico |
6.850 |
Argentina |
|
Tupungato |
6.800 |
Chile/ Argentina |
|
Mercedario |
6.770 |
Argentina |
|
Huascarán |
6.768 |
Peru |
|
Llullaillaco |
6.739 |
Chile/ Argentina |
|
Yerupaja |
6.635 |
Peru |
|
Nevado Sajama |
6.520 |
Bolívia |
|
Illimani |
6.438 |
Bolívia |
|
Illampu |
6.421 |
Bolívia |
|
Ausangate |
6.380 |
Peru |
|
Vulcão Parinacota |
6.362 |
Chile/ Bolívia |
|
Chimborazo |
6.310 |
Equador |
|
Salcantay |
6.271 |
Peru |
|
Licancabur |
5.920 |
Chile/ Bolívia |
|
Cotopaxi |
5.897 |
Equador |
|
Nevado del Huila |
5.700 |
Colômbia |
|
Nevado del Ruiz |
5.389 |
Colômbia |
|
Tungurahua |
5.016 |
Equador |
|
Pico Bolívar |
4.980 |
Venezuela |
Picos mais altos por país andino.
|
Montanha |
Altura - MT |
Local |
|
Aconcágua |
6,962 |
Argentina |
|
Monte Bonete |
6,759 |
Argentina |
|
Galán |
5,912 |
Argentina |
|
Incahuasi |
6,620 |
Argentina |
|
Mercedario |
6,720 |
Argentina |
|
Monte Pissis |
6,795 |
Argentina |
|
Cerro Bayo |
5,401 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Cerro Chaltén |
3,375 a 3,405 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Cerro Escorial |
5,447 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Cordón del Azufre |
5,463 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Falso Azufre |
5,890 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Lastarria |
5,697 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Llullaillaco |
6,739 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Maipo |
5,264 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Marmolejo |
6110 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Ojos del Salado |
6,893 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Olca |
5,407 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Sierra Nevada de Lagunas Bravas |
6,127 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Socompa |
6,051 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Nevado Tres Cruces |
6,749 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Tupungato |
6,570 |
Fronteira Argent/Chile |
|
Ancohuma |
6,427 |
Bolívia |
|
Cabaray |
5,860 |
Bolívia |
|
Chacaltaya |
5,421 |
Bolívia |
|
Huayna Potosí |
6,088 |
Bolívia |
|
Illampu |
6,368 |
Bolívia |
|
Illimani |
6,438 |
Bolívia |
|
Macizo de Larancagua |
5,520 |
Bolívia |
|
Macizo de Pacuni |
5,400 |
Bolívia |
|
Nevado Anallajsi |
5,750 |
Bolívia |
|
Nevado Sajama |
6,542 |
Bolívia |
|
Patilla Pata |
5,300 |
Bolívia |
|
Tata Sabaya |
5,430 |
Bolívia |
|
Acotango |
6,052 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Cerro Minchincha |
5,305 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Irruputuncu |
5,163 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Licancabur |
5,920 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Olca |
5,407 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Parinacota |
6,348 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Paruma |
5,420 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Pomerape |
6,282 |
Fronteira Bolívia/Chile |
|
Monte San Valentin |
4,058 |
Chile |
|
Cerro Paine Grande |
2,750 |
Chile |
|
Cerro Macá |
2,300 |
Chile |
|
Monte Darwin |
2,500 |
Chile |
|
Galeras |
4,276 |
Colômbia |
|
Pico Cristóbal Colón |
5,776 |
Colômbia |
|
Nevado del Ruiz |
5,389 |
Colômbia |
|
Ritacuba Blanco |
5,410 |
Colômbia |
|
Antisana |
5,753 |
Equador |
|
Cayambe |
5,790 |
Equador |
|
Chimborazo |
6,267 |
Equador |
|
Corazón |
4,790 |
Equador |
|
Cotopaxi |
5,897 |
Equador |
|
El Altar |
5,320 |
Equador |
|
Illiniza |
5,248 |
Equador |
|
Pichincha |
4,784 |
Equador |
|
Reventador |
3,562 |
Equador |
|
Sangay |
5,230 |
Equador |
|
Tungurahua |
5,023 |
Equador |
|
Alpamayo |
5947 |
Peru |
|
El Misti |
5822 |
Peru |
|
Carnicero |
5,960 |
Peru |
|
El Toro |
5,830 |
Peru |
|
Huascarán |
6,768 |
Peru |
|
Jirishanca |
6,094 |
Peru |
|
Rasac |
6,040 |
Peru |
|
Rondoy |
5,870 |
Peru |
|
Sarapo |
6,127 |
Peru |
|
Seria Norte |
5,860 |
Peru |
|
Siula Grande |
6,344 |
Peru |
|
Yerupaja |
6,635 |
Peru |
|
Yerupaja Chico |
6,089 |
Peru |
|
Pico Bolívar |
4,981 |
Venezuela |
|
Pico Humboldt |
4,940 |
Venezuela |
|
Pico La Concha |
4,870 |
Venezuela |
|
Pico Piedras Blancas |
4,740 |
Venezuela |
Confira as matérias relacionadas no site sobre as escaladas nestes imensos gigantes brancos da America do Sul e boa aventura.
Att.
Atila Barros
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