Foi com este As na manga e com um pouco de informação das listas de e-mail que montei o cronograma de escaladas em boulder pela Região dos Lagos. No ano passado (2004) fui apresentado às rochas da praia de Costa Azul em Rio das Ostras, onde varias linhas de boa qualidade foram abertas (Ver Matéria). Vários foram os e-mails que recebi com informações e dicas de outros blocos em praias vizinhas, blocos estes que antes só serviam para cartão postal.
Saímos do Rio de Janeiro na sexta à noite antes do carnaval em direção de nossa primeira investida, conhecer as formações rochosas de Mar do Norte, alguns minutos depois de Rio das Ostras, o lugar é paradisíaco água cristalina e dois conjuntos de blocos que separam as praias. As rochas do local são de boa qualidade, não esfarelam, e não machucam tanto o dedo, em poucas palavras "perfeitas". O conjunto 1 fica logo no lado direito da praia bem fácil de visualizar. O único empecilho de se escalar por lá são os famosos farofeiros, quando chegamos aos blocos no primeiro dia existia uma família fazendo churrasco na sombra do bloco maior, para nossa tristeza nem uma boa conversa conseguiria convencer aquela família a sair de lá. Partimos para o conjunto 2 onde só existiam pescadores e namorados curtindo o visual.
Existem varias possibilidades neste conjunto, como não podíamos ficar, mas de um dia no mesmo bloco optamos em concluir o que seria mas obviou de fazer e documentar. Neste conjunto abrimos a linha Juju ta longe 5º sup (Ótimos movimentos dinâmicos, saindo sentado do crashpad, ver foto) e a variante da mesma que termina em uma brincadeira de travessia bem fácil de ponta a ponta no bloco. (Se cair cai na água.).
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A praia é linda e os
blocos parecem não gostar de gente, a melhor
aresta entre os blocos parecia não querer ser
conquistada, foram três longas horas até
concluir todo o bloco. Uma travessia pela aresta
do bloco que se divide em duas partes, e só
ficou concluída quando conseguimos fazer toda
ela de uma só vez. Sangue, suor e lagrimas 6 sup,
o nome da danada não podia ser outro, talvez o
grau suba um pouco na segunda parte do bloco,
mas quem passar por lá confere e da a opinião. (Ver
Foto) |
Já de volta a Rio das ostras repassávamos os blocos da costa azul abertos no ano anterior quando a Marcello se indaga se em Barra de São João não existiam blocos para serem abertos, sem pensar muito no dia seguinte partimos para praia da igrejinha, onde para nossa supressa os blocos estavam lá esperando. Praia cheia, acabávamos de nos tornar atração de circo, acho que nunca me senti tão E.T, mas valeu a pena.
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A fissura que surge na rocha em um dos blocos estava pedindo para ser escalada, sem pensar muito, até porque o crashpad não adiantaria de nada se cair era certo bater nas pedras. Entramos assim mesmo, e de primeira à fissura saiu. Para minha surpresa ao terminar o boulder e chegar no cume da pedra encontrei um grampo batido, sinal que a opção de Top-Rope e bem vista por lá. Mas nada impede de fazê-la em solo, a via parece ser um 4º grau, só não pode cair. O Bloco maior vai ficar para uma outra viagem o braço acabou neste dia, quem passar por lá e concluir a oposição diz como ficou. (Ver Foto) |
Toda a região dos lagos
é um celeiro de possibilidades, Vias grandes em
montanhas próximas a Macaé, e blocos que se estende
por todo litoral são opções para quem vai passar as
férias na região e não querem ficar longe da rocha.
Forte abraço aos amigos Marcello Barros, Vitor
Primo, Ivo Meireles, e Fabio Medeiros.
Força sempre e boas escaladas.
Atila Barros
Fotos: Fabio Medeiros e Marcello Barros













