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13/03/2004 |
Terra de Chica da Silva e de Juscelino Kubitschek, presidente do país de 1956 a 1961, Diamantina, cidade do ciclo do ouro em Minas Gerais, também preserva seus casarios e igrejas do tempo colonial. O diamante não é encontrado de forma farta como há três séculos, mas ainda hoje garimpeiros vasculham os rios, como o Jequitinhonha, à procura da pedra preciosa. O Museu do Diamante, instalado num casarão de 1789, reúne um rico acervo que conta a história da mineração no Brasil. A cidade é o décimo patrimônio brasileiro tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Cravada no alto da serra do Espinhaço, a 1250m de altitude, a cidade histórica de Diamantina impressiona o viajante pela natureza espetacular de suas rochas pontiagudas, pelo casario colonial magnificamente conservado, pela intensa luminosidade, especialmente nas primeiras horas da manhã ou ao fim da tarde, quando a luz das almas se abate sobre o conjunto esculpido por Deus e pelos homens.
Cidade histórica singular, Diamantina cativa também pela alegria contagiante de seu povo, gente de acolhida fácil, com pendores artísticos exuberantes como foram, no passado seus ricos veios de ouro e diamantes. Desde então conhecida como a nova Atenas, a cidade é um viveiro de músicos, artistas plásticos, poeta e atores, que aí se formam aos potes, acima de diferenças raciais ou econômicas, talentos puros como as gemas ricas que tanto produziu.
Toda diamantina esta repleta de possibilidades de escalada,
sendo ela em Boulder ou esportiva, dentro ou fora da
cidade, para onde se olha tem rocha.
Visitando!
Varias vias de escaladas já foram abertas no local, mas o
potencial ainda é de perder o fôlego. Obedecendo a
boa ética de conquista e o bom senso de mínimo
impacto a Gruta do Salitre pode se tornar um dos
melhores celeiros de vias esportivas de Minas Gerais
ou quem sabe do Brasil. Para quem se aventura por
lá, muito cuidado com agarras quebradiças e buracos
para móvel que parecem agüentar o tranco, a pedra
quebra mesmo. A possibilidade para boulder é enorme,
com boa segurança e possível fazer blocos grandes
com tranqüilidade.
É uma pena que o lixo acumulado nas lixeiras seja também uma
realidade da gruta. Com poucas lixeiras que não
comportam o
lixo deixado pelos turistas às trilhas
de acesso as paredes se tornam verdadeiros depósitos
de papel e saco plásticos. Existem muitos animais
silvestres que se alimentam do lixo e ajudam a
emporcalhar tudo, então se levou lixo, volte com
ele, já que a prefeitura não recolhe vamos fazer
nossa parte. (Até porque, quem colocou as lixeiras
por lá parecia ignorar as espécies de animais do
cerrado que gostam de fazer do lixo um complemento
para sua dieta, Mocós, Raposas e gambás.)
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Outro lugar legal para visitar é a Cachoeira dos Cristais é
uma das mais bonitas da região. Possui uma
queda maior - com piscina natural - e outra
seqüência de pequenas quedas. localiza a 14
quilômetros da cidade, na estrada para Biribiri. Não rolam escaladas por lá, só
forçando uma barra rola um banho gelado, só
cuidado para não cair nas pedras, se for
cair tenta cair no meio. (Rs) |
Saindo dos cristais vale dar uma passada na Vila de Biribiri antiga fábrica de tecidos, nascida como alternativa de trabalho na segunda metade do séc. XIX (1876). Naquela época a região sofria com o declínio das jazidas diamantíferas. Possui uma igrejinha, 32 casas, uma usina hidrelétrica (que funciona até hoje) e galpões. "Biri" em tupi-guarani quer dizer buraco e no auge a vila chegou a abrigar 600 funcionários. Com desativação do ramal ferroviários de Diamantina, quase cem anos depois de sua fundação, a fábrica fechou. Hoje somente duas famílias moram lá e a maioria das casas está vazia. Fica a 15 quilômetros de Diamantina. Propriedade particular. Cerveja gelada e comida caseira nos bares da vila.
No mais, Diamantina tem um mundo de coisas para se fazer,
visita as construções históricas, igrejas e
monumentos e a noite a cidade reserva bares para
todas as tribos. Boa musica e cerveja gelada, e para
as amantes de boa comida, a gastronomia da cidade é
uma boa pedida.
Depois das dicas, só indo lá para conferir!
Meu
agradecimento especial ao Dr. Rafael Miranda e a
Professora Amália Leonor por me receberem em sua casa
durante o feriado. Meu muito obrigado!
Maiores informações sobre onde ficar e como chegar
em
www.diamantina.com.br.
"As cidades velhas, que se constituíram em sementes de civilização mineira, foram durante dois séculos, pelo isolamento da falta de transporte, o núcleo da velha cultura de nosso Estado, aprimorando, cada uma, um tipo de manifestação artística, que as tornaram famosas. (...) Uma serenata em Diamantina é mais bela que uma Noite de Trovadores, em Nápoles. A cidade toda canta, despreocupada, diluindo na beleza dos sons as angústias comuns da vida".
Juscelino Kubitschek de Oliveira,
transcrito do livro Diamantina: Jóia do Barroco
Mineiro,
de Martha Moura e Maria Cyrillo.
Nota: Chica da Silva
Sua história é conhecida em todo o Brasil e lembra a de uma princesa dos contos de fada. Escrava e mulata, Chica viveu em Minas Gerais num palacete com João Fernandes de Oliveira, rico e poderoso comerciante de diamantes. Português, ele se apaixonou por Chica, com quem viveu, teve filhos e para quem deixou a maior parte de sua fortuna como herança. O sobrado do século XVIII, com 14 cômodos, onde a mulata viveu de 1763 a 1771, é atração turística em Diamantina, cidade do circuito do ouro, em Minas Gerais, considerada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Sua história inspirou o cineasta Carlos Diegues a fazer o filme Xica da Silva, além de uma novela recentemente apresentada na televisão.
Força sempre e boas
escaladas!
Atila Barros

















