A Associação Mundial Antidopagem incluiu em sua
lista de proibições de 2007 o oxigênio.
A Associação Mundial Antidopagem incluiu em sua
lista de proibições de 2007 o oxigênio. Desde 1º de
janeiro, a entidade baixou uma norma que proíbe a
utilização de oxigênio suplementar pelos
montanhistas. A partir da data, aquele que alcançar
o topo de uma montanha desta maneira terá sua
ascensão considerada inválida.
O texto cita que é ilegal a melhora artificial de
captação, transporte ou transferência de oxigênio
durante as subidas da montanha. A decisão, divulgada
pelo site
Desnível.com, mexe com toda a história da
escalada mundial e levanta uma série de questões.
Diante da novidade, Hillary não deve mais ser
considerado o primeiro homem a escalar o Everest?
Agora muitos alpinistas, incluindo diversos de
primeira linha, têm de reconsiderar suas missões e,
por conseqüência, todos os seus treinamentos. Havia
uma crença enorme entre a classe de que a Associação
Mundial Antidopagem nunca vetaria o uso do oxigênio
suplementar.
Foi numa expedição realizada no ano passado, sem a
utilização do oxigênio suplementar, que o Brasil
perdeu o montanhista Vitor Negrete. Ele e Rodrigo
Raineri tentavam alcançar o cume do Everest, porém
no ataque final Vitor acabou morrendo. Rodrigo
desistiu da missão.
Na lei - A proibição do uso de oxigênio artificial
está no artigo 4 do Código Mundial Antidopagem. Ele
foi aprovado em 2003, após contar com o apoio de
vários países, como a Espanha, e de federação
internacionais de esportes, como a União
Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA).
Somente neste ano, no entanto, entrou em vigor.
A nova regulamentação proíbe: 1) Doping sanguíneo;
2) Melhora artificial da capacitação, do transporte
ou da transferência de oxigênio - inclui produtos
químicos, perfluorados, efaproxiral (RSR 13) e
produtos de hemoglobina modificada.
Um estudo feito por italianos não deixa dúvida de
que o oxigênio suplementar usado para melhorar o
desempenho esportivo durante uma montanha constitui
doping. De acordo com os autores, a normativa
vigente tem de obrigar os Estados conveniados ao
controle antidoping a aplicar as leis vigentes
naqueles que a descumprirem. Com penas também aos
guias que consentirem.
“Me parece que este assunto é da máxima importância
e que pode mudar a partir de agora a realidade de
nosso esporte e determinados efeitos, que
denunciamos há muito tempo, como as expedições
comerciais em montanhas como o Everest”, explica
Sebastián Álvaro, diretor de Al filo de lo
impossible, em entrevista ao
Desnível.
Força sempre!
Atila Barros














