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Pedra da Gávea
Mistérios e escaladas.
Atila Barros

Pedra da Gávea, um impressionante monumento natural de gnaisse com topo de granito subindo à 842 metros acima do nível do mar, é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Conhecida como uma esfinge de histórias contraditórias, ela desperta admiração pela sua imponência e mistério. É um dos pontos extremos do Parque Nacional da Tijuca e um de seus mirantes mais espetaculares. 

O que não falta à Pedra da Gávea são lendas e mistérios. A começar pela sua estranha forma e seu rosto enigmático. Existem histórias para todos os gostos; portal para outra dimensão, base de discos voadores, esfinge Fenícia, túmulo de reis. Algumas partes realmente despertam mais perguntas do que respostas. Uma dessas partes são as inscrições que existem no topo, e que seriam Fenícias.

Outros pontos são o próprio rosto da esfinge e o portal, este no lado que dá para a barra. Também existem sítios arqueológicos, como caminhos de pedras e senzalas do tempo colonial.
O ecossistema da Pedra da Gávea é característico da Mata Atlântica secundária. Ainda existem resquícios das matas originais nos pontos de difícil acesso. Podemos encontrar árvores de todos os portes e uma floresta exuberante na vertente da Barra. Também encontramos algumas bromélias e orquídea, como a Laelia Lobata, que só é encontradas na Pedra da Gávea. Já a vegetação do topo da montanha esta bastante prejudicada pelo próprio usuário. O lixo, o descuido e os incêndios intencionais, vem descaracterizando este lugar tão especial. O lixo atrai animais exóticos, como os ratos, que acabam interferindo com a fauna local. As trilhas tem causado grandes erosões em alguns trechos, prejudicando ainda mais as florestas ao redor. A água é muito escassa nas partes altas, porém, nas bases é possível encontrar pequenas cachoeiras dentro de florestas densas.

Decifra-me ou te devoro.
Go Outside.com.br/Revista Go Outside.

Quem consegue resistir a um bom mistério, daqueles que te deixam ao mesmo tempo intrigado e desconcertado? Nós não, com certeza. Por isso, é com um prazer sinistro que trazemos a vocês 10 histórias reais de mortes incompreensíveis, desaparecimentos inexplicados, estranhezas sobrenaturais e outros medos que povoam nossos pesadelos.

Além disso, com boa vontade, é possível reparar na forma de rosto humano que a pedra tem (dois olhos, nariz, orelhas e, no topo, uma espécie de coroa). A teoria que passou a ganhar força é: teria esse formato sido esculpido pelos fenícios como um monumento para guardar o túmulo de seu imperador?

Para a arqueóloga Rhoneds Perez, da UFRJ, o mistério fenício não passa de mito. “É uma lenda que traz um gosto de aventura. Aquelas marcas consideradas inscrições são, na verdade, resultado da erosão da natureza”, garante. Alguns místicos e pesquisadores, no entanto, juram que o formato e as marcas seriam produtos do trabalho de uma civilização antiga, que teria chegado ao Brasil muito antes dos portugueses. Entre os que sustentaram a tese da presença fenícia no Brasil estão Henrique José de Souza (fundador do movimento místico Sociedade Eubiótica) e o historiador austríaco Ludwig Schwennhagen, autor de Antiga História do Brasil, tratado publicado em 1928 que defende essa idéia.

O montanhista Átila Barros, que escalou oito vezes a Pedra da Gávea e, fascinado pelo mistério que a envolve, escreveu um livro sobre a ligação fenícia (Badezir, um Ilustre Visitante), tem outra versão. “Pesquisei durante dois anos documentos sobre essa história, entrevistei pesquisadores e montanhistas e acho que a pedra realmente tem uma conexão com a civilização fenícia. Não acho que ela guarde um túmulo, mas sim que tenha sido o palco de um ritual de cremação do imperador Badezir. Estudei os funerais fenícios e percebi que eles não enterravam seus mortos, mas os cremavam”, defende o atleta.

Para quem prefere acreditar nessa hipótese, uma dica é observar a série de pedras encaixadas no lado oposto ao das supostas inscrições, que tem um formato de portal ou altar. Verdade ou mentira, a Pedra da Gávea é até hoje um local místico, onde muitos esportistas dizem já ter visto discos voadores ou tido experiências sobrenaturais. (L.R.)

Info. Go Outside.com.br/Revista Go Outside.

Parque Nacional da Tijuca Acesso

A partir do Alto da Boa Vista, de São Conrado ou da Barra da Tijuca, pode-se ir de automóvel até pontos mais próximos (um deles é a subida para a Pedra Bonita); o restante do caminho deve ser feito a pé. Estacionamento: Não há, pois não há estrada até o local. Descrição: Morro com altura de 842 m composto de gnaisse com um "chapéu" de granito, o qual forma uma plataforma horizontal de onde se tem excelente vista de toda a Barra da Tijuca, de São Conrado e, dependendo das condições atmosféricas, até da vizinha cidade de Niterói.  

Seu formato de cabeça bem definido (com olhos, nariz, boca e orelha, além do aspecto de capacete da parte de granito desse morro) e marcas semelhantes a inscrições (com 30 m de extensão e 2,5 m de altura, feitas em ponto de difícil acesso de sua superfície) originaram a teoria de que ela seria uma gigantesca estátua inacabada produzida por fenícios, que teriam estado no Rio de Janeiro muitos séculos antes dos europeus. Geólogos contestam essa teoria, afirmando serem todas as formas encontradas no local o resultado de séculos de erosão natural e não de uma ação humana intencional.

"Tyro Fenícia Badezir, primogênito de Jethbaal".

O livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica (1920), de Bernardo Ramos, apresenta a tradução das inscrições, que seria: "Tyro Fenícia Badezir, primogênito de Jethbaal". O filho do rei Jethbaal teria sido enterrado em algum ponto da Pedra da Gávea, mas seu túmulo nunca foi encontrado.  

Desafiador para muitos, escalar estas íngremes encostas ainda hoje é para poucos. Figura a imaginação de estudiosos e pesquisadores como estes bravos marinheiros conseguiram desfigurar a rocha e deixar suas marcas. Escaladores experientes levam dias para conquistar um pedaço de pedra,  desprendendo esforços e gastando grande quantidade em equipamento.

"Reinaldo Behnken, na década de 40, traçou um objetivo,“ atravessar a mítica Cabeça do Imperador numa horizontal, passando pelos seus olhos". O olho esquerdo foi atingido às 14h15min do dia seis de maio de 1945, como marcam os registros do CERJ (Centro Excursionista Rio de Janeiro) , já deixando o primeiro prego, como eles diziam, para seguir em direção ao outro olho logo concluída.

O olho direito tem capacidade para abrigar três ou quatro pessoas muito podendo pernoitar dentro dele com tranqüilidade.

Posteriormente, na década de 60, o CER (Centro Excursionista Ramos), conquistou a "Passagem CER", cabos de aço atingindo a orelha e chegando até o cume da Gávea. Hoje esta passagem é chamada de Travessia dos Olhos. A via é uma horizontal, com grau baixo de dificuldade. Quando não há o característico nevoeiro que ronda a Cabeça do Imperador  a escalada nesta montanha é fantástica.

Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros

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