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17/10/2009 |
O
governo vai anunciar ainda este mês a retirada do
Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre os
produtos reciclados.
O governo vai anunciar ainda
este mês a retirada do Imposto sobre Produto
Industrializado (IPI) sobre os produtos reciclados.
A informação foi divulgada dia 15 de outubro pelo
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O objetivo é
estimular a cadeia produtiva dos reciclados, que já
teriam pago impostos anteriormente, na sua forma
original de produção.
"A retirada do imposto sobre os produtos reciclados
é uma coisa que há muito tempo eu converso com o
ministro [da Fazenda, Guido] Mantega, o que é
fundamental, pois sem mecanismos econômicos de
crédito, juros e impostos, estamos no idealismo. O
meio ambiente e o clima vão avançar quando entrarem
na economia real. O que significa formação de preço,
política diferenciada de crédito e política
tributária", disse Minc.
O ministro adiantou que o anúncio deve ser feito no
dia 29 de outubro, pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, em São Paulo. Minc afirmou ainda que já há
entendimentos com a Fazenda para a retirada de
impostos sobre produtos de geração eólica e também a
respeito da redução tributária sobre o carro
elétrico, que paga mais IPI do que um veículo
convencional.
Outra medida em estudo pelo governo é o incentivo a
cooperativas de catadores por meio do pagamento de
serviços ambientais urbanos. "É um mecanismo
econômico que inclui mais gente na proteção. Se a
sociedade acha que uma coisa é importante, tem que
valorar do ponto de vista monetário. No caso dos
catadores, é estabelecer um preço mínimo de
sustentação para os produtos reciclados, de maneira
a impedir que eles fiquem na miséria, como na crise
que derrubou o preço dos produtos", explicou Minc.
Segundo ele, o estudo está sendo finalizado pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e
deve ser anunciado em novembro pelo presidente Lula.
Minc participou do lançamento da campanha Saco é um
Saco, juntamente com a direção executiva do grupo
Carrefour. O objetivo é incentivar os consumidores
em todo o país a substituírem as sacolinhas
plásticas em suas compras por sacolas maiores,
reutilizáveis. Segundo o Ministério do Meio Ambiente
(MMA), são utilizadas no Brasil 12 bilhões de
sacolinhas plásticas, que acabam indo parar nos
lixões, córregos e ajudam a agravar os problemas de
enchentes nas cidades.
O diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil,
Paulo Pianez, disse que desde junho do ano passado a
rede incentiva a troca das sacolinhas plásticas por
sacolas maiores, que podem ser usadas diversas
vezes. "Há três anos não temos mais sacola plástica
no grupo Carrefour da França e a idéia é trazer este
conceito para o Brasil também. Até agora já
conseguimos reduzir em 20% o volume de sacolas
plásticas, com a venda de 700 mil sacolas
reutilizáveis", disse o executivo.
Segundo ele, o próximo passo será conceder
descontos, equivalentes ao preço de cada sacolinha,
para os consumidores que trouxerem de casa suas
próprias sacolas. "No ano que vem, vamos lançar o
desconto na boca do caixa. O consumidor que deixar
de usar a sacola plástica, vai ganhar o desconto
equivalente ao preço do produto", afirmou Pianez.
Atualmente, só o grupo Carrefour consome 90 milhões
de sacolas plásticas por mês no país. A meta é
reduzir para 50 milhões de sacolas até 2013,
chegando a suprimir totalmente o uso em 2015.
Info.
Agência Brasil
Bons estudos!
Sandrine Barros














