Informativo semanal.
Esporte, Notícia e Meio Ambiente.

Diário de Montanha

Autor.

Infos!
Quem é Atila Barros?

.com

Alta Monatanha.com
Montanhismo e Escalada!

"Escale"

Fique por dentro dos campeonatos e eventos!

UBT!

Ubatuboulder!
Inovando como sempre!

Nova editora Especializada em títulos de montanha!

Novo site do CEM!
100% Minas Gerais!

Escaladas de
Minas!

A maior coleção de croquis de escalada já reunidas.

Montanhas Incas!

Projeto Pachamama. Caminhos Incas.

Gente de Montanha!

Rocha e  gelo. Maximo Kausch e Pedro Hauck
Apoiando



 



     

Informativo On-line
Montanha.bio.br - Montanhismo e Meio Ambiente                            

 Ciência

Loja

Dolar_etc

Calango Channel

  Destaques
Destaques

Montanhismo     

Trekking          Boulder           Croquis           Dicas             Parceiros       
Destaques _bio.agenda - [2009]

Newsletter

Receba os Informativos por e-mail!

09/05/2007
Crescimento do turismo ameaça Machu Picchu.

MACHU PICCHU, Peru (Reuters) - No alto dos Andes, o ruído de sondas pneumáticas enchem o ambiente. Novas ruas estão sendo construídas, enquanto hotéis se ampliam no povoado-dormitório de Machu Picchu, ponto de partida para os 450 mil turistas que anualmente visitam as ruínas da famosa cidadela inca da região.

Para muitos, o caos barulhento da cidade não-planejada, cuja população em uma década saltou de 500 para 4.000 pessoas, representa a forma descuidada como o turismo é administrado na região.

O crescimento descontrolado do turismo está prejudicando irremediavelmente esse Patrimônio da Humanidade e as atrações vizinhas, destruindo um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, segundo especialistas.

A Unesco (órgão da ONU para a cultura) deve divulgar em janeiro um relatório recomendando ao Peru que reformule a administração de Machu Picchu e da Trilha Inca, impondo normas às visitas.

Se isso não acontecer, a Unesco deve colocar Machu Picchu na sua lista de locais ameaçados, uma "sanção moral" contra o governo peruano.

"Olhe só para a Trilha Inca que leva a Machu Picchu. Está sendo destruída pela erosão", diz Jorge Pacheco, diretor da Administração de Machu Picchu, agência que coordena os vários órgãos responsáveis pela manutenção das ruínas.

Cerca de 1,5 mil turistas percorrem diariamente os 64 quilômetros da trilha de 500 anos e ficam maravilhados com as longas escadarias de pedra e os terraços de granito que se elevam a 8.500 metros sobre o nível do mar. A trilha, feita de pedras grandes, era usada como rota de acesso para a região de Cusco na época dos incas.

Estudos da Administração de Machu Picchu dizem que o número de visitantes na trilha deve ser reduzido para 300 por dia, a fim de preservar o local. Machu Picchu propriamente dito as ruínas de toda uma cidade, inclusive seus templos já sofreu vários golpes ao longo dos anos. Na década de 1970, houve danos provocados pelo pouso de helicópteros. Em 2000, a pedra de um relógio de sol foi danificada durante a gravação de um comercial de cerveja.

O projeto de um teleférico ligando a aldeia de Machu Picchu às ruínas está paralisado, mas não foi descartado. A obra, segundo os críticos, descaracterizaria o sítio arqueológico.

Até duas mil pessoas passam pela cidadela por dia, e o número cresce seis por cento ao ano. A Unesco recomenda que se imponha um limite de 800 visitantes diários, que deveriam ainda usar sapatos macios para reduzir a pressão sobre as ruínas.

Geólogos japoneses revelaram a fragilidade do local em 2001, quando concluíram que o terreno está se elevando e que as ruínas podem simplesmente deslizar pela encosta da montanha.

Mas o Instituto Nacional de Cultura do Peru, que supervisiona o dia-a-dia de Machu Picchu e da Trilha Inca, diz que o local pode receber ainda mais visitantes. "Hoje não há ameaça a Machu Picchu. O local pode suportar três mil turistas diários", afirma Fernando Astete, administrador de Machu Picchu.

As ruínas estão no centro do projeto do governo de ampliar o turismo no país. Foi lá que o presidente Alejandro Toledo tomou posse, em julho de 2001. Recentemente, foi lá também que ele recebeu a visita do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

A entrada no local custa o equivalente a 20 dólares, o que resulta em um faturamento de seis milhões de dólares anuais para os cofres públicos. Os ingressos na Trilha Inca rendem mais três milhões de dólares.

Críticos dizem que a ênfase para o turismo em Machu Picchu acaba desestimulando os turistas a visitar os outros 15 mil sítios arqueológicos incas na região. Por outro lado, muitos turistas dizem que a multidão em Machu Picchu rouba o prazer da visita.

Machu Picchu era provavelmente o santuário do grande soberano inca Pachacutec, no centro do seu império, criado de forma explosiva em menos de cem anos, no começo do século 15. Era um território que ia da Colômbia à Argentina, cuja estrutura foi destruída em apenas cinco anos de guerra contra os colonizadores europeus.

Mas Machu Picchu nunca caiu nas mãos dos invasores. Escondido nos Andes, sob cerrada vegetação, o local só foi redescoberto em 1911 pelo explorador norte-americano Hiram Bingham.

O prefeito do povoado de Machu Picchu, Oscar Valencia, admite que a situação atingiu o fundo do poço nas ruínas e na cidade, que lança dejetos não-tratados no rio Urubamba, por falta de estações de tratamento de água.

"Mas as coisas vão mudar. Após um ano de protestos, vamos agora receber dez por cento da renda dos ingressos de Machu Picchu", declara. "Poderemos fazer uma cidade digna para os turistas."

O Instituto Nacional de Cultura diz que está preparando um plano para coordenar de maneira mais eficiente a administração das ruínas, mas não se sabe se tal plano levará em conta as recomendações da Unesco.

Fotos Atila Barros.

 X  X X X
Matérias passadas Área de Download - Newsletter - Receba os Informativos por e-mail!

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

Departamento de Computação Montanha - RJ - Web Design:Atila Barros & Leandro Mendonça - Montanha.bio.br
Dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito deste Site, envie um e-mail para: atila@rochaegelo.com.br