A água mineral hoje é associada a um estilo de vida
mais saudável e natural, seria o fim dos
refrigerantes e o inicio da geração saúde se não
carregasse consigo um problema de escalada global. As
garrafinhas de água mineral já se tornaram
acessórios indispensáveis de esportistas e
sedentários. Hoje é comum pessoas nem pensarem em
beber a água que sai das torneiras, comprasse
água "mineral" em garrafas ou galões
plásticos. Nos últimos
anos o consumo de água no planeta cresceu 145% e
passou a ocupar lugar de destaque nas preocupações
de muitos ambientalistas.
O foco não esta exatamente na água, mas nas embalagens
(PET). A fabricação das garrafas plásticas usadas
pela maioria das grandes marcas é um processo
industrial que provoca grande quantidade de queima
de gazes, agravando o efeito estufa. Ao serem
descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem
sempre é reciclado. Muitas entidades ambientalistas
têm promovido campanhas de conscientização para
esclarecer que nas cidades onde a água encanada é de
boa qualidade nada tem de diferente da água em
garrafas.
As embalagens de garrafas plásticas para bebidas
(PET) são ideais para o acondicionamento de
alimentos, devido às suas propriedades de barreiras
que impossibilitam a troca de gases e absorção de
odores externos, mantendo as características
originais dos produtos embasados. Além disto, são
leves, versáteis e 100% recicláveis.
PET - Desenvolvido pelos químicos ingleses Whinfield
e Dickson em 1941, o PET (polietileno tereftalato) é
um material termoplástico. Isto significa que ele
pode ser reprocessado diversas vezes pelo mesmo ou
por outro processo de transformação. Quando
aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos
amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.
A etapa de transformação utiliza o material
revalorizado e o transforma em outro produto
vendável, o produto reciclado. A etapa de
revalorização realiza a descontaminação e adequação
do material coletado e selecionado para que possa
ser utilizado como matéria prima na indústria de
transformação.
A etapa de Coleta/Seleção é que representa o grande
desafio da reciclagem do PET pós-consumo. Milhões de
dólares são gastos em logística, distribuição e
marketing para que no final das contas, nós
consumidores compremos produtos embalados em PET e
levemos até nossas casas.
Nós fazemos a última etapa da distribuição
levando-os dos supermercados e lojas até nossas
casas. Somente nas regiões metropolitanas do Brasil
são 15 milhões de domicílios, 50 milhões de pessoas
e 6 bilhões de embalagens de PET todo ano. O correto
equacionamento da logística reversa das embalagens
pós-consumo é que vai viabilizar a reciclagem de
diversos materiais inclusive o PET.
Porem, reciclar nem sempre é o mais justo com a
natureza, apenas nos Estados Unidos, os processos de
fabricação e reciclagem de garrafas plásticas
consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006.
Esses processos produziram 2,5 milhões de toneladas
de dióxido de carbono e outras gazes do efeito
estufa, poluição equivalente a de 455, 000 carros
rodando normalmente durante um ano. Este dano é
multiplicado por três quando consideram as emissões
provocadas por transporte e refrigeração das
garrafas.
O problema imediato causado pelas embalagens de água
é o espaço que elas ocupam ao serem descartadas;
como demoram pelo menos 100 anos para degradar, elas
fazem com que o volume de lixo no planeta cresça
exponencialmente. Quando não vão para aterros
sanitários os recipientes abandonados entopem
bueiros nas cidades sujam os rios e acumulam água
que podem ser foco de doenças como à temida dengue,
transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Logo é indispensável o uso correto de nossa garrafa
de água mineral.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET,
aproximadamente 51% de todo esse material plástico é
reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas
produzidas por ano nos aterros e lixões, um grande
problema para os centros urbanos carentes de espaço
para seu crescimento e áreas não poluídas para uso
de fins ecológicos.
Outra grande dor de
cabeça é que muitas pessoas não sabem que as
garrafas e mesmo alguns potes de plástico carregam
em sua estrutura uma substância chamada bisfenol A (BPA).
Estas substâncias tóxicas são translocadas ao
líquido ou alimento no seu interior. Porém o que
todos devem saber é que alguns cuidados podem
amenizar este problema que está relacionado a
aumento do risco de certas doenças, como diabetes e
problemas cardiovasculares, segundo estudo da
Universidade de Exeter no Reino Unido.
Quando for guardar um alimento, deixe-o esfriar
antes de colocar no potinho plástico. Ao descongelar
um alimento guardado no potinho plástico, retire-o
desta embalagem e descongele em vidro apropriado
para microondas. O bisfenol passa para o alimento em
temperaturas quentes. Não deixe sua garrafinha
plástica com água dentro carro. Pois o calor aumenta
a passagem da substância para a água. No ingira o
famoso cafezinho no copinho plástico: Isso é um
grande veneno para sua saúde! Procure levar para o
trabalho uma xícara de porcelana ou vidro.
Mamadeira? De preferência para as de vidro! Pois o
lente quente não será o mesmo na mamadeira plástica.
E seu filho estará ingerindo esta substância tóxica
(Publicado em: Alimentação Funcionalon Fevereiro
16, 2009).
Investigações médicas revelaram que um produto
químico utilizado para fazer as garrafas duras de
plástico claro, mamadeiras, tupperwares e o fundo
das latas de refrigerante, o bisfenol A (BPA), já
atingiu proporções epidêmicas nos EUA. Todo ano mais
de seis bilhões de toneladas de BPA são usadas para
fazer materiais plásticos.
O problema é que quando aquecido, este plástico
contamina a água, sem contar que lavar ou colocar
este plástico junto à comidas ácidas, pode favorecer
a absorção de BPA pelos alimentos. Estudos mostram
que o BPA imita o hormônio sexual estradiol
(estrogênio).
É sabido que até em pequenas quantidades, o
estrogênio pode causar profundas mudanças no corpo.
Este fato levantou uma bandeira vermelha e causou
preocupação na comunidade médica. Até onde é
saudável beber nas garrafinhas ou guardar alimentos
em recipientes plásticos?
Antes de descartar seu isotônico ou garrafinha de
água mineral, pense bem no estrago que ela pode
fazer! Reciclar é preciso, aproveitar o maximo do
material também. Antes de comprar uma garrafinha na
loja só para beber na trilha, porque não usar a que
você acabou de comprar na padaria? Um filtro caseiro
também não é tão caro, porque não encher seu
Camelbak com água filtrada com custo zero e livre de
poluentes antes de
sair de casa? É pouco, mas ajuda muito o meio
ambiente, pense nisso!
Paz!
Marcio Araujo!
Veja também:
Poluição Branca, a maldita sacolinha de mercado!
Curiosidade!
A quantidade de lixo produzida diariamente por um
ser humano é de aproximadamente 5 Kg.
* Se somarmos toda a produção mundial, os números
são assustadores.
* Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por
dia.
* O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve
ao aumento do poder aquisitivo e pelo perfil de
consumo de uma população. Além disso, quanto mais
produtos industrializados, mais lixo é produzido,
como embalagens, garrafas,etc.














