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24/08/2008
Parque Nacional da Tijuca
Mesmo com chuva!
Rodrigo Rodrigues Cojack
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Fim
de semana e os dedos coçando para escalar, depois de
uma semana punk no trabalho nada melhor que um bom
dia de escalada, isso se o tempo colaborar. Quando o
tempo não colabora e você acha que o fim de semana
ta perdido, é hora de calçar os tênis e correr um
pouco, nada de ficar em casa dormindo, melhor ainda
se estiver de passagem pelo Rio de Janeiro.
Para
quem mora no Rio de Janeiro nada melhor que correr
na Floresta da Tijuca. Mesmo com muita chuva é
possível correr em pistas íngremes forçando o
treino, respirando ar puro e curtindo a natureza.
A Floresta da Tijuca localiza-se no município do Rio
de Janeiro, integrante do Parque Nacional da Tijuca,
possui 3.972 hectares, é a terceira maior área verde
urbana do mundo, atrás apenas do Parque Estadual da
Pedra Branca, também no Rio de Janeiro com 12.500
hectares e do Parque da Cantareira com 7.900
hectares (A maior floresta urbana nativa do mundo,
tendo sido, como tal, tombado pela UNESCO em 1994.
Está localizado na Zona Norte de São Paulo).
Correr é uma excelente forma de queimar calorias,
trabalhar o sistema cardio-respiratório e de
tonificar e dar forma às pernas e glúteos. A corrida
é perfeita não só como um esporte independente, mas
também para quem quer uma atividade aeróbica
complementar a outros esportes. O preparo na corrida
é essencial. Não tenha vergonha de parar para dar
uma respirada, tomar um fôlego, dar uma esticada e
dar uma bela descansada antes de voltar para o ritmo
intenso da corrida. Podendo fazer isso em contato
com a natureza é melhor ainda.
Um pouco do parque!
Trata-se de vegetação secundária, uma vez que é
fruto de um reflorestamento promovido à época do
Segundo Reinado, quando se tornou patente que o
desmatamento, causado pelas fazendas de café, estava
prejudicando o abastecimento de água potável da
então capital do Império. A missão foi confiada ao
Major da polícia militar Archer, que iniciou o
trabalho com seis escravos em 1861. Foram plantadas
100 mil mudas em 13 anos, principalmente espécies
nativas da Mata Atlântica.
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O
substituto do Major Archer, o Barão d'Escragnolle,
empreendeu um trabalho de paisagismo,
transformando a floresta em um belo parque
para uso público, com áreas de lazer, fontes
e lagos. Ao longo do tempo, as
administrações apresentaram políticas de
manejo da flora diferentes, algumas com
ênfase à flora nativa, outras, dirigindo
maior importância ao aspecto paisagístico, a
começar pela introdução de plantas exóticas. |
Exemplo dessa difícil convivência é a jaqueira. Aqui
introduzida, demonstrou excelente adaptação,
convertendo-se atualmente em um problema, uma vez
que, pelo seu porte avantajado e o de seus frutos
(dos quais sessenta por cento das sementes vingam),
é tida quase como uma praga.
Para
quem gosta de caminhar pelas trilhas da floresta,
essas eu só aconselho em dias bons, as trilhas viram
verdadeiros tobogãs, não é só se sujar de lama, uma
torção desnecessária causada por um escorregão pode
vir a acontecer estragando assim o resto do seu
final de semana. Então em dias de chuva, melhor
ficar no asfalto. Existem ótimas opções de trilhas
no parque cada uma atendendo o nível de preparo do
visitante.
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São
inúmeras possibilidades, algumas mais ou menos
demarcadas e sinalizadas. Algumas permitem passeios
sem guia; em outras, este é recomendável.
Entretanto, não existem restrições, pois o
policiamento atua apenas em caráter informativo. As
trilhas são classificadas por diversos níveis de
dificuldade, e permitem o contato com a natureza
tanto para crianças e idosos, quanto para
aventureiros.
Foto: Bromélia - Aechmea
Fasciata Rosa. |
O
Centro de Visitantes da Floresta comercializa mapas
e guias a preço de custo. A obediência às regras do
parque é imprescindível para a conservação das
matas. Turistas podem informar-se a respeito no
Centro de Visitantes.
Para
quem se aventura pelas trilhas, é legar acessar os
picos:
• Pico da Tijuca (a 1.022 metros acima do nível do
mar) e Tijuca-Mirim
• Bico do Papagaio (a 975 metros acima do nível do
mar)
• Morro dos Castelos da Taquara
• Pedra do Conde (a 728 metros acima do nível do
mar)
• Morro da Cocanha
Com tanta dica, ficar em casa em dia de chuva
estando no Rio de Janeiro é só para quem quer mesmo
curtir a chuvinha em casa vendo TV. Falando em
chuva, para se aventurar em dias de chuva nas
trilhas do parque, é bom se proteger, as
temperaturas caem bastante na mata quando o tempo
muda, estas podem cair de 37° para 12° graus em
poucos minutos.
Maiores informações no site
www.amigosdoparque.org.br
Boa
caminhada!
Rodrigo Rodrigues "Cojack"
Fotos: Rodrigo Rodrigues
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