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20/03/2009
Parque Nacional do Itatiaia cria
obrigatoriedade de equipamentos!
Atila Barros
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Estão em vigor desde o dia 1º de agosto, as novas
regras para ascensão às Agulhas Negras e
Prateleiras, no Parque Nacional do Itatiaia (PNI).
Esta decisão foi aprovada na reunião do Conselho
Consultivo (CC) do parque, realizada no dia 27 de
junho de 2008, e foi contrária à decisão da Câmara
Técnica de Montanhismo e Ecoturismo (CTME).
A posição das entidades de montanhismo (Federação de
Montanhismo do Estado de São Paulo – FEMESP;
Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro
- FEMERJ; e Grupo Excursionista Agulhas Negras -
GEAN) na Câmara Técnica foi no sentido do
equipamento ser uma recomendação, uma vez que o fato
da pessoa portar o equipamento não quer dizer
necessariamente que vai saber usá-lo. “Entendemos
ainda que o quadro ideal é o visitante assinar um
termo onde declara ter condições de realizar a
atividade planejada, nada mais”, esclarece Bernardo
Collares, presidente da FEMERJ.
No anexo nº 3 à ata da Assembléia do Conselho
Consultivo do PNI, de 27 de junho de 2008, que trata
dos Procedimentos de Segurança na Ascensão das
Agulhas e Prateleiras, consta que o equipamento
básico individual do condutor (leia-se condutor
cadastrado no PNI e não obrigatório) e o equipamento
obrigatório para ascensão técnica a ser apresentado
pelo responsável do grupo (aquele que assina a ficha
como responsável e que todos devem fazer) são: “01
corda com extensão mínima de 30 metros e diâmetro
mínimo de 08mm (estática ou dinâmica); 01 cabo
solteiro com extensão mínima de 04 metros e diâmetro
mínimo 8mm OU 01 fita tubular com extensão mínima de
04 metros OU 01 boudrier/cadeirinha; 02 mosquestões
comuns”.
Para os participantes dos grupos que fazem as
ascensões, são recomendados alguns equipamentos
pessoais, tais como: anorak/capa de chuva; agasalho;
lanche extra; recipiente para água; lanterna com
pilhas extras; protetor solar; estojo de primeiros
socorros; e canivete. Nos cursos básicos de
montanhismo é ensinado que estes itens devem constar
nas mochilas em qualquer excursão, porque deles
depende o bem-estar do montanhista, o que reflete na
sua segurança nos ambientes naturais.
“Eu acredito que se a sinalização de advertência não
for providenciada pelo Parque e, também, não for
exercida uma adequada fiscalização, pouco adiantará
a obrigação do responsável pelo grupo portar aquele
equipamento mínimo obrigatório, isto porque, a maior
parte dos problemas ocorre em virtude do não
cumprimento dos horários”, analisa Edson Santiago,
presidente do GEAN.
Ainda nesta reunião do dia 27 de junho, foram
aprovados os textos escritos pela CTME para as
placas informativas, que alertarão sobre os riscos
envolvidos nas ascensões. Elas serão instaladas no
Posto Marcão, na base das Montanhas, Córrego Agulhas
Negras, antes do primeiro lance de escalada das
Agulhas Negras e na base das Prateleiras.
“A CTME tem muitas vitórias. Nesta reunião foi
aprovada a abertura do Abrigo Massena à visitação
diária, que é uma caminhada de uns 12 km, ida e
volta. E também os condicionantes para a abertura da
travessia da Serra Negra, que tem aproximadamente
uns 27 km”, comemora Daniel Toffoli, funcionário do
PNI e coordenador da CTME. No entanto, a travessia
ainda não está liberada, pois é necessário fazer uma
demarcação na trilha. “Este trabalho será realizado
pelo GEAN (Grupo Excursionista Agulhas Negras) e
pelos atuais brigadistas do parque. Divulgaremos
assim que for aberta”, avisa Daniel.
A composição da Coordenação Técnica do Conselho
Consultivo foi alterada nesta reunião. Edson
Santiago, do GEAN e representante da FEMERJ no CC,
assumiu a Secretaria Executiva e Flavia Cristina de
Almeida Pires, das Indústrias Nucleares do Brasil (INB),
a Vice-Secretaria Executiva. Na CTME também houve
modificação: Fábio Gandra, do GEAN, foi nomeado como
novo integrante.
A ata da reunião, onde estão as novas regras e os
textos das placas, pode ser lida em
http://www.ibama.gov.br/parna_itatiaia/index.php?id_menu=67
.
“Caso algum montanhista visite o PNI e enfrente
alguma situação diferente da prevista nessas regras,
avise a Federação do seu estado para que sejam
tomadas as devidas providências”, avisa Pedro
Refinetti, que faz parte do Grupo de Trabalho
Itatiaia da Federação de Montanhismo do Estado de
São Paulo (FEMESP).
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