Informativo semanal.
Esporte, Notícia e Meio Ambiente.

Diário de Montanha

Autor.

Infos!
Quem é Atila Barros?

.com

Alta Monatanha.com
Montanhismo e Escalada!

"Escale"

Fique por dentro dos campeonatos e eventos!

UBT!

Ubatuboulder!
Inovando como sempre!

Nova editora Especializada em títulos de montanha!

Novo site do CEM!
100% Minas Gerais!

Escaladas de
Minas!

A maior coleção de croquis de escalada já reunidas.

Montanhas Incas!

Projeto Pachamama. Caminhos Incas.

Gente de Montanha!

Rocha e  gelo. Maximo Kausch e Pedro Hauck
Apoiando



 



     

Informativo On-line
Montanha.bio.br - Montanhismo e Meio Ambiente                            

 Ciência

Loja

Dolar_etc

Calango Channel

  Destaques
Destaques

Montanhismo     

Trekking          Boulder           Croquis           Dicas             Parceiros       
Destaques _bio.agenda - [2009]

Newsletter

Receba os Informativos por e-mail!

15/07/2009
Bem vindo ao povoado de Sajama e suas lindas montanhas!

Parinacota e Sajama!
Atila Barros

Depois de muita conversa e pouco tempo para planejamento, era chegada à hora de colocar o equipo nas mochilas e o pé na estrada para Bolívia. Uma jornada a um dos lugares mais lindos da América do Sul. Estávamos partindo para o Parque Nacional Sajama.

Antes de partir para as montanhas, eu e Raman Reis, tomamos rumo para Copacabana, a fim de aclimatar longe da poluição do centro de La Paz. Cidade tranqüila e com um clima super legal. Aproveitamos o Lago Titicaca para remar um pouco e colocar a respiração em ordem. Alugar um caiaque na beira do lago é muito fácil e barato, por cinco bolivianos você pode ficar 30 minutos no lago. Logo, um bom exercício para quem pretende trabalhar seu lado aeróbico.

Saindo de Copacabana partimos para uma temporada em Puno, a fim de aclimatar melhor e aproveitar para visitar sítios arqueológicos que estavam em minha lista de dividas. Depois de ficarmos quatro dias na cidade sem poder retornar a Bolívia, por conta de manifestações dos trabalhadores que fecharam as fronteiras do país, retornamos a La Paz.

Uma passada na agência Azimute do Amigo Juan Villarroel para acertar as contas, uma noite em La Paz, e logo pela manha do dia 03 de julho estávamos indo para o Parque Nacional Sajama.

Partindo em transporte particular, a viagem dura aproximadamente quatro horas, até o povoado de Sajama, que está a 4.400m de altitude. Um vilarejo com pessoas humildes e super receptivas. Contamos com a grande ajuda de nosso cozinheiro e montanhista Francisco Hilário para esta Trip, este se tornaria um grande companheiro até o fim de nossa empreitada.

O Parque Nacional Sajama está localizado na província Sajama (La província de Curaguara de Carangas) no Estado de Oruro, fronteira com o Chile, a 260 quilômetros ao sul de La Paz.

Esta região é rica em águas termais, e onde nasce o Rio Lauca a 4.750m, e onde está o bosque de Keñuales, o mais alto do mundo. É habitação natural dos animais andinos como as llamas, vicuñas, alpacas e outros como wallata, o ganso selvagem, flamingos rosados, perdizes, patos salvagens, viscachas, chinchilas, gato montes, pumas e etc.E também conta com o patrimônio cultural da Iglesia de Curaguara de Carangas.

Parque Nacional Sajama foi criado em 1939 com 100.200ha para proteção do eco sistema do altiplano, que incluem bosques de quinua, tolares, bofedales e gramíneas da altitude, bem como proteção de vicunhas, quirquinchos e outras espécimes. Conta com vários circuitos turísticos internacionais como as termais de Wichu Khollu, os areais de Quisi Quisini e as lagunas de Macaya, Sacabaya e Huayña Khota.

Foi nessa atmosfera que começamos nossa Trip em direção a nossa primeira parada, o Nevado Sajama, este é o monte mais alto da Bolívia, e está referenciado na Cordilheira dos Andes. Tem 6.542m de altitude, e é um estrato vulcão extinto que forma um cone isolado.

Duas noites difíceis com temperaturas abaixo de zero em uma barraca com zíper quebrado que congelou até nossos cabelos não impediu a subida a esta linda montanha. Para nosso azar, o frio das longas madrugadas não só congelou nossos dedos, mas a soma de fatores: frio e falta de energia zerou nossas baterias (uso uma câmera modelo Sony-alpha 100 e não tinha levado comigo baterias reservas), nos dando poucas fotos da subida.

Depois de retornar a nossos abrigos no povoado de Sajama, tiramos um dia livre para descanso, e aproveitamos para conhecer o marco geográfico que divide o território Boliviano do Chile.

Três horas de caminhada por uma trilha bem demarcada nos levaram a laguna Sorokota, esta se encontra a aproximadamente 4800m onde também esta localizada um trave, um marco simbólico que separa as duas nações.

Procurei registros desta laguna na Internet e não as encontrei. O nome desta laguna é pronunciado pelos Chipayas em Quechua e Aymara, logo podem existir divergências no nome.

Na volta, uma passada nas áreas dos gêiseres, um banho quente caiu bem depois de alguns dias longe de uma ducha de verdade.

Um dia a mais de descanso, um pouco de Slackline para relaxar, e já era hora de arrumar o equipo de novo e se preparar para um novo desafio, encarar o vulcão Parinacota.

O Parinacota é um estrato vulcão da Cordilheira dos Andes localizado na fronteira entre Bolívia e Chile. Foi formado no período do Pleistoceno, juntamente com seu vulcão irmão Pomerape com 6.282m acima do nível do mar, que formam os Nevados Payachatas (gêmeos na língua Quechua). Seu cume esta a 6.348 metros acima do nível do mar. Técnicas recentes apontam que sua última erupção ocorreu por volta do ano 290AC, mais ou menos a 300AC. Outra erupção estudada aconteceu a 8000 anos, quando uma grande erupção produziu uma avalanche de 6km³, que deu origem ao Lago Chungará.

Dessa vez iria eu e Francisco, já que Raman devido às noites em baixa temperatura no Sajama não estava se sentindo bem.

As 00:00h acordei Francisco, tomamos um mate quente e partimos para o Parinacota. Subimos leve, somente com o necessário, água e uma barra de chocolate, era o que tinha em minha mochila. As 03:00h da manha estávamos no inicio da caminhada para o campo base.

Passamos pelas barracas de uma equipe espanhola que já estava no campo base há dois dias, subimos para o campo alto e as 08:00h fizemos o cume.

Uma descida rápida para encontrar nossa carona as 10:00h nas proximidades do campo base, minha vontade de chegar era desesperadora, estava morto de sede, nossa água tinha congelado, ignorei a garrafa térmica para não levar peso e confiei em um Camelbak, péssima idéia. As 10:30 já estávamos voltando para o povoado, onde deu tempo de tomar umas cervejas para comemorar antes de voltar a La Paz.

Como Raman ficou no abrigo, ele já estava com tudo pronto, nossos holebags já estavam fechados, era só jogar tudo no transporte e voltar para o conforto do Hotel Eva Palace na Calle Sagarnaga, em La Paz.

Fica aqui nosso muito obrigado ao grande amigo que fizemos este ano, Francisco Hilário. Sem ele não teríamos conseguido chegar ao cume destas montanhas. Obrigado também a equipe nota 10 da agência Azimute, que nos proporcionou toda essa diversão sem um pingo de falha!

Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros

 - Ver álbum de viagem!

 X  X X X
Matérias passadas Área de Download - Newsletter - Receba os Informativos por e-mail!

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

Departamento de Computação Montanha - RJ - Web Design:Atila Barros & Leandro Mendonça - Montanha.bio.br
Dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito deste Site, envie um e-mail para: atila@rochaegelo.com.br