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15/07/2009 Bem vindo ao povoado de Sajama e suas lindas montanhas! Parinacota e Sajama! Atila Barros |
Depois de muita conversa e pouco tempo para planejamento, era chegada à hora de colocar o equipo nas mochilas e o pé na estrada para Bolívia. Uma jornada a um dos lugares mais lindos da América do Sul. Estávamos partindo para o Parque Nacional Sajama.
Saindo de Copacabana partimos para uma temporada em
Puno, a fim de aclimatar melhor e aproveitar para
visitar sítios arqueológicos que estavam em minha
lista de dividas. Depois de ficarmos quatro dias na
cidade sem poder retornar a Bolívia, por conta de
manifestações dos trabalhadores que fecharam as
fronteiras do país, retornamos a La Paz.
Uma passada na agência Azimute do Amigo Juan
Villarroel para acertar as contas, uma noite em La
Paz, e logo pela manha do dia 03 de julho estávamos
indo para o Parque Nacional Sajama.
O Parque Nacional Sajama está localizado na
província Sajama (La província de Curaguara de
Carangas) no Estado de Oruro, fronteira com o Chile,
a 260 quilômetros ao sul de La Paz.
Esta região é rica em águas termais, e onde nasce o
Rio Lauca a 4.750m, e onde está o bosque de Keñuales,
o mais alto do mundo. É habitação natural dos
animais andinos como as llamas, vicuñas, alpacas e
outros como wallata, o ganso selvagem, flamingos
rosados, perdizes, patos salvagens, viscachas,
chinchilas, gato montes, pumas e etc.E também conta
com o patrimônio cultural da Iglesia de Curaguara de
Carangas.
Foi nessa atmosfera que começamos nossa Trip em direção a nossa primeira parada, o Nevado Sajama, este é o monte mais alto da Bolívia, e está referenciado na Cordilheira dos Andes. Tem 6.542m de altitude, e é um estrato vulcão extinto que forma um cone isolado.
Depois de retornar a nossos abrigos no povoado de Sajama, tiramos um dia livre para descanso, e aproveitamos para conhecer o marco geográfico que divide o território Boliviano do Chile.
Na volta, uma passada nas áreas dos gêiseres, um banho quente caiu bem depois de alguns dias longe de uma ducha de verdade.
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Um dia a mais de descanso, um pouco de Slackline para relaxar, e já era hora de arrumar o equipo de novo e se preparar para um novo desafio, encarar o vulcão Parinacota. |
O Parinacota é um estrato vulcão da Cordilheira dos Andes localizado na fronteira entre Bolívia e Chile. Foi formado no período do Pleistoceno, juntamente com seu vulcão irmão Pomerape com 6.282m acima do nível do mar, que formam os Nevados Payachatas (gêmeos na língua Quechua). Seu cume esta a 6.348 metros acima do nível do mar. Técnicas recentes apontam que sua última erupção ocorreu por volta do ano 290AC, mais ou menos a 300AC. Outra erupção estudada aconteceu a 8000 anos, quando uma grande erupção produziu uma avalanche de 6km³, que deu origem ao Lago Chungará.
Passamos pelas barracas de uma equipe espanhola que
já estava no campo base há dois dias, subimos para o
campo alto e as 08:00h fizemos o cume.
Uma descida rápida para encontrar nossa carona as
10:00h nas proximidades do campo base, minha vontade
de chegar era desesperadora, estava morto de sede,
nossa água tinha congelado, ignorei a garrafa
térmica para não levar peso e confiei em um Camelbak,
péssima idéia. As 10:30 já estávamos voltando para o
povoado, onde deu tempo de tomar umas cervejas para
comemorar antes de voltar a La Paz.
Como Raman ficou no abrigo, ele já estava com tudo
pronto, nossos holebags já estavam fechados, era só
jogar tudo no transporte e voltar para o conforto do
Hotel Eva Palace na Calle Sagarnaga, em La Paz.
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Fica aqui nosso muito obrigado ao grande amigo que fizemos este ano, Francisco Hilário. Sem ele não teríamos conseguido chegar ao cume destas montanhas. Obrigado também a equipe nota 10 da agência Azimute, que nos proporcionou toda essa diversão sem um pingo de falha! |
Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros






















